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quinta-feira, abril 04, 2013

Sexto sentido ou algo mais?

Hoje soube que uma pessoa com quem trabalho (a M.) é assim a atirar para o médium.
Não, não é como a Melinda Gordon (Jennifer Love Hewitt) do Ghost Whisperer que tomava chá com eles, (eina pá, o que adoro séries e filmes de pessoas que falam com mortos), mas tem para lá umas premonições, manda uns bitaites de coisas que depois se vêm a realizar, acende umas velas com copos de água ao lado (não faço ideia para quê, mas ao fim do dia a água está turva), diz que acorda com os cabelos em pé, e assim cenas que não são para todos.
Ela nunca me contou nada disto, são as colegas que me contam (fazem todas parte do meu staff, que sou assim pessoa a atirar para o VIP), e portanto ela está longe de imaginar o quanto estas coisas me fascinam. As outras borram-se de medo, e até fingem que não a ouvem, com medo que ela lhes conte muita novidade do que está para vir. Mas já vi que estão impressionadas com o nível de acertos que tem oferecido.
Por exemplo, houve uma pessoa que eu quis tirar da minha equipa. Não tinha grandes motivos, por isso espetei-lhe com uma desculpa esfarrapada de ter que reduzir quadro de pessoal naquela área, e dei-lhe guia de marcha para outro sector. Entretanto um outro colaborador da mesma equipa saiu para ir trabalhar para o estrangeiro, e fiquei sem argumentos para colocar lá outra pessoa que não a dita com quem tinha corrido.
Não é que me vieram contar hoje que logo no dia que ela saiu, a M. disse que ela ia voltar para lá porque ia sair um homem?!
Bolas...Fiquei impressionada. Mas desde que sei disto que morro de medo que algum dia lhe dê na cabeça de me começar a dizer coisas que me vão deixar aflita com medo que aconteçam. Ou que tenha visões e adivinhe o que ando a fazer ou a dizer (de arrepiar os pelos da nuca).
Há uns tempos disse a uma colega com quem estava a trocar uns galhardetes menos simpáticos, que se iria separar do marido daí a um ano e tal, e a outra coitada anda a contar os dias. Já passou um ano, falta o "e tal", dizia-me ela.
Chamem-me o que quiserem, mas eu acredito que há mesmo pessoas com capacidades extraordinárias neste campo da paranormalidade, ou mediunidade, ou qualquer que seja o nome que estas coisas têm. E tenho imensa curiosidade sobre o assunto e adoro ouvir histórias sobre isso. Se forem contadas na primeira pessoa então, nem se fala!
E não sei porquê, mas acredito no que me contam, como se fosse óbvio, ou natural.
Um dia uma senhora que conheci e que tinha também uns problemazitos desses com o Além,  disse-me que eu tinha uma certa mediunidade. Na altura lembro-me que até fiquei contente. Uau, agora é que  aminha vida vai começar a ter graça, pensei eu. E fiquei à espera que se revelasse.
Mas nada. Talvez a minha mediunidade seja tão fraquinha, tão fraquinha, que não me permite ter as minhas próprias histórias, mas seja suficiente para acreditar nas histórias dos outros.
Eu sei, eu sei, este blog de vez em quando vai por caminhos esquisitos e eu pareço tantam (tantã, tantan, é só escolher) da tola.

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