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sexta-feira, abril 12, 2013

Querido e amado marido # 2

Não gosto de estar zangada contigo, mas sabes que sou pessoa que se zanga com facilidade.
Mesmo assim acho que tenho desenvolvido um nível de tolerância bastante bom. Já não me zango com tudo e até deixo escapar bastantes coisas mandando a bola para a frente. Já sei que fazes o mesmo, já sei. Mas para falares de ti, arranjarás um blog teu. Este é para falar de mim.
Bom, mas continuando.
Sei que achas que não, que sou uma chata sem fim, que te buzino aos ouvidos, que grito, que embirro, etc etc, mas acredita, sinto-me a fazer progressos. Nunca irei ser uma pessoa querida e fofinha, irei sempre ser eu. E "eu", se te recordas, nunca fui melhor que isto que sou agora.
Mas, apesar de controlar a língua algumas vezes,  desta vez tinha mesmo que dizer. Desta vez, magoou-me fundo. Desta vez, não consegui olhar para a acção sem tentar adivinhar a intenção. Porque me está a por de parte? Porque me está a esconder coisas? Porque passa a vida aos segredinhos? Porque se irrita ao ponto de me por a andar? Mas...porque é que há um assunto que me está barrado desta maneira? Não confia em mim? Não me considera verdadeiramente família? É confuso, eu sei. Mas é o que sinto.
Se não falasse iria remoer muito mais, iria ficar infinitamente mais triste e mais zangada. Ao falar esperava que se desfizesse um enorme mal-entendido. Não se desfez. A tua reacção foi bem pior do que tinha imaginado.
Aquilo a que tu chamas trombas e birras, é só a maneira que tenho de mostrar que estou mesmo lixada com isto. 
Os dias vão passando, a barreira vai-se adensando, e vai dar um trabalhão mandar abaixo. Quer dizer, se o orgulho ficar de lado é fácil.
Não me apetece dar o primeiro passo. Não porque não me apeteça ficar bem, e sentir um abraço apertado, e dar uma queca de reconciliação monumental, mas porque se eu der o primeiro passo, parece que estou a reconhecer que isto não passa mesmo de uma birra ou amuo sem razão. E para mim não é. Deus sabe o desgaste, a tristeza e a ansiedade de cada dia que passo zangada contigo,e como prefiro mil vezes estar feliz e  passar o dia a trocar mensagens lamechas ou porcas. Seria mais fácil chutar para o ar, e seguir em frente. Mas preciso mesmo de ver que consegues entender o que sinto. Preciso mesmo que uma situação como esta que se criou nunca mais volte a acontecer entre nós.
Eventualmente recados na porta do frigorífico ou na mesa de cabeceira surtiriam um efeito bem melhor na resolução deste nosso problemazito, mas prefiro esperar que adivinhes o que preciso.


Esclarecimento à meia dúzia de leitores aqui da xafarica: tenho 99% de certeza que Dito-Cujo não lê o blog. Só não digo 100% porque o homem vive na internet. Escrever aqui é o equivalente a escrever num diário daqueles com chave e tudo. Este blog permanece no anonimato. Porque só assim consigo abrir o coração. Ah, e dizer merda e foda-se.

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