O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?

segunda-feira, março 31, 2014

Eu até sou do Benfica e tudo...

Mas não consigo imaginar uma maneira pior de passar o meu domingo.
Bom, sempre poderia estar agora a dizer-vos de forma entusiástica (ou não) o tempo que o cronómetro marcou, as minhas fantásticas pulsações por minuto, e outros pormenores técnicos de interesse nacional.

Passaram 12 horas e já é um tesourinho deprimente

domingo, março 30, 2014

Uma espécie de mantra

Não te deixarás fotografar de perfil se tens uma papada debaixo do queixo.

E assim se escreve em bom inglês


(Migalha Crescida  deixa os seus "apontamentos" espalhados um pouco por todo o lado)

Saudades

Hoje acordei a pensar na minha avó. E dei por mim a rever mentalmente os últimos meses de vida dela, cada acontecimento, cada passo, cada telefonema, todas as vezes em que estive com ela, mas sobretudo, todas em que não estive.

sábado, março 29, 2014

Os alimentos aos olhos de Migalha do Meio

"O meu pão preferido é o pão de ló"

(Não é à toa que estamos na luta contra a obesidade infantil aqui por casa)

sexta-feira, março 28, 2014

Bom fim de semana

Sexta feira, dia bom.
Já não vamos para Bora-Bora, porque o sol não colabora, mas os planos para ver o melhor marido dar uso ao berbequim nas paredes da  casa mais acolhedora do mundo, para cozinhar panquecas, bolachas de manteiga, tarte de morangos, salada de bagas, ovos verdes, sumos de couves, pão de sementes,  tudo com ingredientes comprados no melhor Mercado de todos, fazer uma baínha às calças mais bonitas de sempre, tirar fotografias à beira-mar nem que chovam canivetes, forrar dez cadeiras com o tecido mais amoroso, ver doze filmes da Disney com as crianças que nos enchem o peito e a alma, escrever vinte e sete posts em modo "encher chouriços felizes", ir ao Pingo Doce comprar iogurtes da Danone agasalhada com o casaco da nossa marca preferida, a maravilhosa Lanidor, ao mesmo tempo que a filha mais perfeita possui a virose mais ansiada de sempre, compensam tudo.
Nada pode destruir esta calma, esta felicidade, e os outros só nos deitam abaixo se nós deixarmos.
(E nós deixamos, ou não falaríamos disso).

Update EMEL

Já temos o dístico.
Olha! Conseguiu que Dito Cujo se lembrasse do pin da morada, pensam vocês. Mas não. Munido das mesmas armas de ontem, hoje Dito-Cujo foi para o terreno.
Primeira loja- a mesma que fui ontem e com o mesmo voluntarioso funcionário- bola. Zero. Pois que o homem reconheceu o caso. E insistiu na cena obsessiva do pin da morada.
Segunda loja- com a mesma papelada e cartões da primeira vez, mas com funcionários interessados em trabalhar e em vender dísticos...Voilá!
Ontem tinha quase a certeza que o senhor era um mentecapto, hoje tenho a certeza.
Querida EMEL... Ganhei um dia de estacionamento gratuito. Não é muito, mas multipliquem pelo número de lisboetas que são atendidos naquela loja, onde os vossos procedimentos são escrupulosamente cumpridos, e tirem as vossas conclusões.
E desde ontem nada mudou: continuam a ser a empresa mais odiosa de sempre.

quinta-feira, março 27, 2014

Desejo ardentemente que algum quadro de topo da EMEL venha aqui ler este post

Odeio a EMEL.
Quais PT, quais Zon, a EMEL é oficialmente, para mim, a empresa mais odiosa de sempre.
E nem é pelos pobres "fiscais" que correm as ruas naquela nobre missão de bloquear carros, fazem o trabalhinho deles, ainda que seja obviamente um trabalhinho de merda.
Em frente.
Como sou obrigada (sim, obrigada) a ser cliente desta empresa, hoje dirigi-me a uma das lojas para pedir o dístico de residente. Já acho absolutamente nojento que eu, que vivo num prédio sem garagem, seja obrigada a pagar para parar o carro à minha porta. Não me venham com as teorias que é para incentivar o uso de transportes públicos, ou para diminuir o número de carros que todos os dias entram na cidade. Eu vivo aqui, e é aqui que tenho que estacionar. Concordo que eu devesse pagar para ir laurear para a baixa, ou almoçar ao Saldanha, mas para parar à minha porta? Não me fodam com tretas que eu não adormeço com canções de embalar há 35 anos. E ordenamento do estacionamento e tal. Tretas! Mesmo aqui em Alvalade, mesmo aqui ao pé da minha casa, há uma rua tão estreita, que quando passam os autocarros da Carris os carros têm que parar porque não cabem um ao lado do outro. Mas houve espaço para pintar lugarzinhos no chão, cobradinhos pela EMEL, de um lado e do outro da estrada, que mal se consegue passar sem levar os retrovisores dos outros.
Bom, adiante. Carro está em nome da empresa de Dito-Cujo. Pois que levei o livrete do carro, uma declaração da empresa a dizer que é ele que anda com o carro, uma carta das finanças fresquinha (com a porra do IMI) para comprovar a morada se fosse preciso, e ainda, o cartão do cidadão de Dito-Cujo.
Comecei logo por só ter uma pessoa à minha frente e já a ser atendida e esperar mais de vinte minutos. Uma agilidade ao melhor estilo da nossa saudosa função pública (sim, porque já há muitos serviços onde já precisam de dar à perninha com alguma destreza).
Pois que expliquei o que queria, pois que entreguei toda a documentação. 
O funcionário coloca o cartão do cidadão num leitor, e pede-me o pin da morada. O pin da morada? Sei lá o pin da morada, mas vou ligar ao meu marido. Claro que Dito-Cujo não sabia pin de morada. Dito-Cujo ainda ontem foi fazer o passaporte e não precisou do pin da morada. Disse isso ao senhor, pois se tenho ali a carta das finanças em nome de Dito-Cujo, pois se nem o SEF exigiu o tal pin da morada...
Pois, mas a EMEL é uma empresa escrupulosa, e cuidadosa. Mais cuidadosa e exigente que o próprio SEF. Sem pin da morada nada feito. A menos que traga a carta de condução. Claro que não tinha a puta da carta de condução de Dito-Cujo comigo, pois se tenho a porra da carta das finanças, não serve?
E ainda há quinze dias a minha cunhada esteve ali, a tratar do dístico de residente dela, e Dito-Cujo aproveitou para lhe pedir para tratar do carro dele, e ela conseguiu tratar de tudo, sem pin de morada, sem carta de condução. 
Desde muito cedo que percebi que aquele senhor que estava à minha frente, não me ia ajudar. E à medida que eu ficando mais irritada, mais via na cara do senhor aquele ar de "estás-armada-em-esperta-espera-aí-que-já-te-lixo".
Pois que Dito-Cujo diz que vai enviar digitalização da carta de condução por mail. 
Ah...Mas o senhor não tinha e-mail. Alguém me explique como é que no ano de 2014, numa capital europeia, alguém que tem um computador à frente não tem forma de receber uma porra de um documento digitalizado? 
Não consegui tratar da porra do dístico e estou altamente inclinada a passar os próximos tempos a fintar os fiscais da EMEL.
E foda-se, pessoas que mandam nessa xafarica,  arranjem funcionários com boa vontade e um endereço de e-mail. Estamos no século XXI, ninguém deixa de tratar de merda nenhuma por causa de um papel.
Odeio visceralmente a EMEL.

quarta-feira, março 26, 2014

terça-feira, março 25, 2014

Esqueci-me de vos contar sobre aquilo do teste de Estudo do Meio

-Então Migalha, como correu o teste.
- Bem!
- Sim, então, era fácil?
- Era. Mazómãe, os tubarões têm o corpo coberto com quê?
- Errr...Escamas? O que puseste?
- Nada, não fazia a mínima ideia.

Pronto, uma coisa já sabemos. Não vai ter 100%.

segunda-feira, março 24, 2014

Desisto!

Não tenho pedalada para isto.
Ai, que o que está a dar são bebés, e eu tive três.
Ai, que o que está a dar é sushi, e eu comi sushi todas as semanas nos últimos oito anos.
Ai, que o que está a dar são os ténis e as corridas e tal, e eu esfalfo-me a correr.
Ai, o que está a dar são sumos verdes e bagas e sementes, e eu, bebi três dias seguidos, uma gosma verde, (em jejum, se não sofrem de obstipação, não aconselho).
E agora, parece que o que está mesmo mesmo, mas mesmo mesmo, no top blogosférico, são os cachorrinhos amorosos e fofinhos, ai que lindas fotografias que dão os cãezinhos, parecem postais do dia dos namorados...
Ide à merdinha, sim?

(Sim eu escrevo "o que está a dar", sorry)


sábado, março 22, 2014

Chap chap

Hoje comecei um novo programa de Sábado de manhã.
Um que faz parte de tooooodas as famílias com filhos "piquenos", mas a que nós (airosamente) nos temos escapado ao longo dos anos.
Migalha do Meio continua na sua cruzada contra o excesso de peso. Quer dizer...ela está numa cruzada no combate ao excesso de peso, ainda que só há muito pouco tempo se tenha apercebido disso.
Migalha continua obesa (ainda que um puto obeso hoje em dia não seja necessariamente um clone do boneco Michelin, e ela não é). Continua a querer devorar este mundo e o outro, a salivar perante a presença de açucar, a preferir rebolar-se nos sofás em vez de mexer o rabo.
Por isso, tudo o que se faz é com muito esforço. Nosso, enquanto família, e dela.
E é assim que surge o meu programa de sábado de manhã.
Piscina. Humidade. Calor. Roupa molhada.
A natação. Sai a música (que nunca a chegou a motivar verdadeiramente) e entra uma actividade física (mais uma).
Hoje foi o primeiro dia e correu tudo bem. Ela adora água,  nunca está parada, faz cambalhotas, dá pulinhos, portanto, exactamente o que se pretende.
E eu espero que tire verdadeiro prazer das aulas, porque com cinco anos, fazer desporto apenas com a preocupação do peso, não dá em nada. É apenas mais um sacrifício- tão grande como não comer batatas fritas ou chocolate.
Vamos ver.
E vocês minhas queridas, se têm filhos que comem assim para o mal...a sério, levantem as mãos para o céu e não se queixem!



sexta-feira, março 21, 2014

Medianiedade

Fu novamente abordada na rua por uma simpática senhora interessada em revelar-me o meu  futuro pela módica quantia de dez euros. Mas esta senhora salientou que não era cigana.
Era "média".

quinta-feira, março 20, 2014

Estudo do Meio

Migalha Crescida tem teste de Estudo do Meio amanhã.
No caminho para casa, vinha feliz da vida, que era canja, canjinha de galinha. Era "só" sobre os animais e as plantas.
Senti-me aliviada com tanta confiança, sobretudo porque descobri apenas ontem que amanhã seria o teste, e Migalha teve uma preparação aqui em casa, tipo...nenhuma.
Depois de jantar, motivadíssima, resolve ir fazer umas "fichas".
Fez-me duas perguntas:
- Mãe, os cangurus comem algas?
E:
- Mãe, os golfinhos vivem em meio aquático?
Oh my God.

Migalha do Meio

Adora ver novelas, coisa que não vemos cá por casa.
Quando estava doente, e se deitava mais tarde, pediu-me para ver o Sol de Inverno.
Quando dou por ela, está de olho arregalado a ver uma cena melodramática entre uma filha e uma mãe doente.
- Então, o que aconteceu?
- É a mãe que está doente e não quer ser operada. A filha está a convencer a mãe para ser operada.
- Então o que tem a mãe?
- Tem um tremor.

quarta-feira, março 19, 2014

Minha blogo gente

Sei que deram pela minha falta.
Sei também, que me imaginam atarefadíssima nesta vida de conciliar um emprego de cão com três criaturas absorventes. Sei que me imaginam atolada no meio da desarrumação que já vos disse que é a minha casa. Ou quem sabe, de cama, contagiada por uma das trezentas e dezanove viroses que assolam a família a cada inverno.
Mas não. Lamento informar-vos, mas a razão porque tenho estado ausente, não se prende com essas coisas.
Aliás, eu diria mesmo, que a minha vida foi tocada por uma espécie de glamour que me fez ver que estava claramente no lado errado.
E tenho estado ausente porque de certa forma me sinto com um pé do outro lado. Do lado cor de rosa. Como se já não pertencesse aqui.
Para terem uma ideia, voltei a correr afincadamente. E hoje ao pequeno almoço, enfiei uma maçã, uma cenoura, dois morangos e um molho de espinafres para dentro da Bimby, e bebi aquela espécie de fundo do lago do Campo Grande antes de sair de casa. Com sementes em cima.
Sim, eu sei, estou no caminho do sucesso.
Estou a passos de presentear o mundo com fotos dos meus filhos lindos. Estou à beira de vos escrever textos sobre a felicidade. E de vos dar receitas saudáveis. E lugares para passarem o fim de semana. E sugestões de outfits.
Por isso, minha blogo gente, sinto-me deslocada aqui no meio de vós. Estou mesmo a pensar abrir negócio lá do outro lado, onde o sol brilha trezentos e sessenta e cinco dias por ano, onde o verniz de gel aguenta mesmo duas semanas, onde as crianças são seres sorridentes  de vestidos imaculados.
Ah...O Blogomundo perfeito...Tão longe e afinal tão perto.

(Falta-me apenas a parte da super mãe. Talvez ontem me tenha esquecido que ia o fotográfo à escola de Migalhas. Talvez tenha mandado Migalha do Meio de calças de ganga e sweat em vez do vestido, da gola e do laçarote na cabeça. )


domingo, março 16, 2014

Fomeca paleo

Hoje experimentei uma receita da famosa dieta paleo.
Eu devia ter calculado,  que sendo os ingredientes, couve-flor, farinha de linhaça, sementes disto e daquilo, e nem uma cebola ou um alhinho, nem um refogadinho, não poderia sair grande coisa, mas nas fotografias até parecia bastante apetitoso.
Bem...podia dizer que é como a coca-cola, só que sem a parte do entranha-se.
Fiquei absolutamente convencida, que quem faz sempre este tipo de refeições é magro, não apenas porque come coisas saudáveis, mas sobretudo porque acaba por conseguir comer muito pouco. Certamente não há aquele momento "ai estou tão cheio mas está tão bom que vou repetir".
Eu cá, ao fim de duas garfadas, já estava farta para pelo menos duas vidas.

quinta-feira, março 13, 2014

Foi aqui que pediram uma virose?

Bom...
Segunda-feira telefonaram da escolinha para ir buscar o Sancho. Estava com febre.
Ficou em casa até ontem.
Hoje, Migalha do Meio. Começou a andar encostada, dormiu uma sesta gigante na escola, queixou-se de dores de cabeça...tumbas, febre. Amanhã fica em casa.
Sim, ainda falta a outra.
Grande merda. Dão um tempo espectacular para o fim de semana, e já começo a adivinhar que vamos "arejar" por turnos.

Fui quase tia por quase vinte e quatro horas

Amiga de Sempre ligou-me, a contar de quatro dias de atraso na menstruação sempre certa.
Um teste de gravidez negativo. Mas uma véspera de enjoo. Muitos nervos e ansiedade. Se AS estivesse grávida, este seria o seu terceiro flho. Aconselhei-lhe a análise ao sangue, essa é infalível, não é como os vigaristas dos testes das farmácias.
Confesso que me entusiasmei. A perspectiva de voltar a ter um recém-nascido por perto, de lhe poder dar colo, mexer nas mãozinhas, destapá-lo para espreitar os pézinhos, tudo sem ser abocanhada pela mãe, agradou-me e muito.
Ontem esperou pelo resultado do teste até o laboratório fechar e nada.
Hoje de manhã, a sms. Negativo.
Estou à espera do telefonema para perceber se está desiludida ou aliviada, mas por aqui...Oooohhhhhhh!

Alguém sabe quando é que esta senhora


Se tornou gemea da Maria Bethania?


 

segunda-feira, março 10, 2014

Se pariste ou vais parir o primeiro filho este post é para ti

Ontem em conversa com uma amiga,  o tema eram os divórcios que ocorrem pouco tempo depois do nascimento do primeiro filho.
E trocámos ali umas ideias sobre as eventuais causas que levam a esse tão triste desfecho de tantas relações, e perguntámos, porque que raio é que ninguém fala disso?
Mulheres, recém mamãs de primeira viagem, grávidas do primeiro filho:
Quando puserem os olhos em cima do vosso bebé, o resto do mundo apaga-se. O amor que vos inunda é de tal maneira intenso, e tão exigente fisica e psicologicamente, que pouco vos sobra para o "resto da família" (sim, é esse o "resto da família", o Pai).
Por isso, mesmo que não vos apeteça beijar ninguém além do vosso filho, mesmo que o sexo vos pareça uma coisa que costumavam fazer noutra vida, mesmo que olhem para as vossas mamas cheias de leite e pensem que aquilo tem dono, e não, não é o homem da casa, esforcem-se. Finjam se for preciso. Liguem ao homem. Mostrem que o vosso amor por ele continua intacto, ou até maior, porque se revela um pai cinco estrelas. Há mundo além do parto, das vacinas, da diarreia e da obstipação. O Brazelton não é o homem da vossa vida, e o bebé tem uma cama só dele, tá?
Pais, maridos de recém mamãs, deixem-se de choraminguices e lamechices, e ajudem masé com a criança. Isso passa. Elas gostam de vocês, só andam um bocado distraídas.  É uma fase, escusam de fazer as malas amuadinhos, ai que ela agora não me liga, ai que já não me ama. Estejam preparados para isso, relevem, e aproveitem.

domingo, março 09, 2014

Pergunta do fim de semana

E qual a melhor forma de apoiar a moda portuguesa, além de ir para a Moda Lisboa bater palminhas?
Fazê-lo envergando trapos de um criador espanhol.
Dúvidas?

sábado, março 08, 2014

Hoje foi a minha vez de desfilar na passadeira vermelha



Presente de mulher para mulher, que é como quem diz, de mim para mim mesma: o regresso às ruas, às corridas e às caminhadas.
Ainda não pensei foi a que ou quem vou roubar o tempo que preciso para o fazer de forma aplicada, mas...Vou arranjar qualquer coisa.

quinta-feira, março 06, 2014

Onde mais uma vez se prova que sou absolutamente indispensável nesta casa

Hoje quando saí com as meninas, os "homens" da casa ressonavam. Do despertador, nem sinal.
Chego a casa e vejo um copo de leite no frigorifico.
- Dito-Cujo, o que comeu o Sancho ao pequeno almoço?
- Ah, fiz-lhe um copo de leitinho branco, com um bocadinho de açucar.
- O mesmo copo que está no frigorifico, intacto?
- Ãaah? Sancho, não bebeste o leitinho?
- Não, eu não bebi...
- Não bebeste o leitinho, mas o pai fez-te o leitinho...blá, blá, blá.
Não sei o que me deve preocupar mais. Se Dito-Cujo levar o filho de três anos em jejum para a escola, se tentar culpá-lo.
Remata assim:
- Mas não te preocupes, ele quando chegou à escola foi logo comer bolachas.
A sério? Porque seria?


Está oficialmente inaugurada

A fase dos "puquês".
E eu só me apetece comê-lo à dentada cada vez que diz "puquê?".


quarta-feira, março 05, 2014

Post nascido na minha própria caixa de comentários (sim, também tenho uma caixa de comentários)

Quando vivia na casa dos meus pais, estava sempre cansada.
Pois que me levantava tãaaaao cedo para trabalhar, e aquilo nem era como a primeira hora de aulas da faculdade, a que faltava sempre desde que fosse antes das 10 da manhã.
Depois juntei trapinhos com Dito-Cujo e estava sempre cansada.
Tchiii....Além de me levantar cedo para trabalhar,  ainda tinha que garantir uma limpeza e arrumação mínima de uma casa, e ir às compras, e levar roupa para engomar, e pagar contas.
Nem sei como quando vivia em casa dos meus pais estava cansada.
Depois nasceu Migalha Crescida, e eu estava sempre cansada. Além de trabalhar, cuidar da casa, tinha um bebé! Um bebé, que carga de trabalhos,. Alguém sabe, sonha, o trabalho que um bebé dá? A roupa que suja? Que tem que comer sopa fresca? Que os biberãos precisam ser esterelizados? Que tem que ir ao pediatra e às vacinas tipo, todos os meses? Que a roupa deixa de servir em três semanas? Que apanha todas as viroses que poisam no infantário? Alguém sabe, que nenhuma avó, tia, ou empregada, tem competência suficiente para nos substituir por mais de duas horas? Sexo mais que uma vez por semana? Uma recém mamã? Ahahahahahahahaah...Deixem-me rir, a palavra chave é  c-a-n-s-a-d-a, (e gorda).
Depois nasceu Migalha do Meio, e eu estava sempre cansada. Que horror, onde estava eu com a cabeça, coordenar as necessidades de um bebé recém nascido com uma criança de dois anos, praticamente outro bebé. Bolas, que diferença! Isto só com uma era canjinha, levava-se com uma perna às costas, agora com duas? E a casa? Oh, tragédia! como farão as mães de gémeos para não se suicidarem? Vou enloquecer com tanto trabalho e preocupação e fruta batida e colchões cheios de xixi a arejar na varanda. Como é que as pessoas que só têm um filho se queixam? Que laaaaata! Deviam ter duas, assim pequeninas, para verem como elas lhes mordem quando se estão a queixar sem saber do que falam.
Depois nasceu o Sancho e eu estava sempre cansada. Três filhos, sabem lá o que é isso. E a trabalhar, e com estes horários malucos, e a mais velha que precisa de ajuda nos trabalhos, e as actividades... Alguém sonha o que são as actividades de três crianças? Tens dois filhos e queixas-te? Deixa-me rir, falar de barriga cheia é muito fácil, não é? ah pois é. E a minha casa? Sim, por baixo desta desarrumação toda há uma casa. Se vierem cá até dez minutos depois da minha Célia ter saído, ainda conseguem ver a cor do tapete da sala.
Isto tudo para vos dizer, que se pensam que estão cansadas aqui e agora, experimentem ter mais um filho.
Mães que são felizes proprietárias de número de filhos superior a três, enviem NIB para eu fazer a minha contribuição para a consulta de psicoterapia desta semana.

(Post escrito ao abrigo do exagero que caracteriza este blogue. Para o caso de não terem percebido).


Qual de "voceses" é que era? Hein?

Hoje, na caixa de pagamento ao lado da minha, no Jumbo.
Seis (seis!!) pacotes de granola, leite Mimosa s/ lactose nos vários formatos (de litro, de 200ml e chocolate). Montanhas de iogurtes Danone.
E então?Alguém?

terça-feira, março 04, 2014

Ainda a blogoperfeição

Há um momento que determina se o que vamos colocar na blogosfera tem mais filtros que as fotografias do Instagram, ou se é mesmo muito parecido com a vidinha do dia a dia.
É o momento em que decidimos se vamos escarrapachar a nossa cara, e o nosso nome, mais a cara e o nome dos nosso filhos, e maridos, e cão, no blogue, ou se vamos gerindo a coisa por trás do anonimato.
A partir do momento em que espetamos com a nossa fuça e o nosso nome na grande blogo, em que o nosso espaço é o "blogue pessoal da Jaquina Silva"...esqueçam, jamais vão escrever sem estarem condicionadas.
Quem se vai queixar dos amigos, da sogra, do chefe, dos vizinhos do primeiro andar, sabendo que toda a gente pode ler aquilo? Quem conta que bulhou com o marido que por acaso não levanta a mesa, que a colega da secretária em frente cheira a suor que tresanda, que o filho faz xixi na cama com dez anos, se todos vão saber que é o marido da Jaquina Silva, o colega da Jaquina Silva, o filho (que por acaso até já sabe ler) da Jaquina Silva?
Por isso, minhas amigas, o momento em que decidem se vão ter uma vida blogo perfeita ou não, é esse. 
A partir daí bem me podem dizer que a vossa vida é cor de rosa, que os vossos maridos são maravilhosos, que a vossa família é perfeita, que há dinheirinho para tudo, que a sogra cozinha espetacularmente, que a educadora do vosso filho é o Pelé das educadoras, que eu vou achar que a vossa vida é como a minha. 
Dias muito bons e felizes, e dias em que apetece mandar tudo para a puta que pariu.

segunda-feira, março 03, 2014

Afinal também tenho qualquer coisa a dizer sobre o Meco

Os pais só queriam saber o que aconteceu naquela noite.
Mas a investigação montada à volta do caso oferece-lhes todos os dias filhos que aposto que não conheciam.
E eles, os filhos, nem estão cá para se explicarem, para se defenderem, para pedirem desculpa.
Muito triste.

domingo, março 02, 2014

Na missa de hoje

Uma pessoa ajoelha-se, compenetrada, fecha os olhos, baixa ligeiramente a cabeça que apoia nas mãos cruzadas.
Toda a igreja em profundo silêncio, apenas se ouve o padre que vai preparando a comunhão e o meu filho que grita:
- "Mãe, acoda, acoda"

E o momento que nos faz repensar (quase) tudo

Migalha Crescida foi brincar para casa de uma amiga.
Quando voltamos no carro, a irmã pergunta como é a mãe da amiga.
Ai que é muito querida, ai que é amorosa, ai que é tão simpática. Uma fofinha!
Diz Migalha do Meio:
- Quem me dera ter uma mãe assim.

Digam-me, devo rir ou chorar?

sábado, março 01, 2014

O momento alto do Carnaval até agora

Ontem, à porta da escola de Migalha Crescida, sogra olha para as outras mil trezentas e vinte sevilhanas e diz, de uma forma perfeitamente audível (ainda que ela se chegasse a mim como se fosse sussurar):
- A saia "da nossa" não tem nada a ver com as saias  "dasoutras"! É que vê-se bem a diferença.
Bem sei que a saia "da nossa" é coisa boa e verdadeira, que os vestidos "dasoutras" eram daqueles normalinhos, mas precisava dizer isso mesmo encostada à mãe de uma amiga de Migalha que era uma das sevilhanas made in Loja do Chinês?