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domingo, dezembro 16, 2012

Nós somos os Caricas

Quando mais cedo disse que por hoje chegava de aglomerados de gente, tinha-me esquecido completamente, que na sexta feira à noite, já meio ébria pelo sono, tinha ido à ticketline comprar bilhetes para levar a migalha do meio ao musical do Panda e Caricas.
A migalha mais velha, do alto dos seus 6 anos, disse que passava. Hoje fomos levá-la a casa da sua avó minha sogra, onde vai ficar de férias, à espera que os irmãos se lhe juntem lá mais para meio da semana, depois das respectivas  festas de Natal da escolinha (yeah! mais duas).
O migalha bebé até era menino para achar graça ao Panda aos pulos, mas olhos que não vêem coração que não sente, e ir com os dois atrás, com esta bodega de tempo, não era para a filha da minha mãe.
Além disso, a migalha do meio, entalada entre uma mana a precisar de mil atenções fruto da sua entrada para o primeiro ano, e um mano bebé que tem graça em tudo o que faz, estava mesmo, mas mesmo, a precisar de um programinho a solo. Na última semana, todos os dias chorou com a cantilena do "ninguém gosta de mim", o que deve ser um alerta até para a mãe mais distraída.
E então, fiz-lhe uma surpresa. Ela só percebeu que ia ver o Panda e os Caricas já sentadinha na sua cadeira dentro do Campo Pequeno (a levar com umas valentes correntes de ar) e quando os próprios apareceram.
Disse-lhe que ia às compras ao Centro Comercial, perguntei-lhe se queria ir comigo para lancharmos uma lambarice das boas. Ora, se há coisa a que esta menina nunca diz que não, é a uma lambarice, e então lá foi, debaixo de chuva, a sonhar com um cupcake ou um brownie. Já no bengaleiro, está um cartaz enorme e todo o merchandising do espectáculo, e ela na sua inocência a dizer que o espectáculo devia ser ali perto.
Esta minha filha é uma ternura. Um pote de mel, tão doce como os chocolates e as gomas que a enchem de desejos. Mesmo pensando que era ali perto e que não ia, não fez birras, nem sequer pedinchou para a levar.
Quanto ao espectáculo...Médio. Para não dizer médio menos. Vá, para aí um dez. De zero a vinte.
Há umas duas músicas mais ou menos engraçadas, mas as letras são muito pobrezinhas.
Mas a migalha gostou, dançou, cantou e pulou.
E o propósito não era eu ter um momento, era ELA ter um momento.
Panda e os Caricas, dêem cá mais cinco!

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