O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?

terça-feira, março 03, 2015

Os últimos a rirem ou justiça divina ou vai gozar com outra

Migalha Crescida está cheia de piolhos.

Coisas que mirritam solenemente

A frase "não me interrompa que eu também não o interrompi".
Seja ao nível (desnível, vá), Casa dos Segredos, seja num debate político.
Até porque 99% das vezes é mentira.

segunda-feira, março 02, 2015

Vinho ou chocolate, vinho ou chocolate...

Um dos dois para me ajudar a suportar ou esquecer a merda de dia que tive.
Depois de um fim de semana para lá de maravilhoso, começo o dia com um telefonema da minha mãe.
Resumindo: parece que ao fim de 42 anos de casamento o meu pai lhe disse que ela estava insuportável, intratável, intragável, que não a aguentava mais, que fizesse as malas e se fosse embora.
Ah! E que tinha deixado um bilhete a avisar que tinha ido com a minha avó para o hospital. Uma luta pela posse de uma almofada com outra velhota do lar, acabou num empurrão seguido de uma queda e uma pancada com a cabeça. Chique, não? A minha avó, de 91 anos, numa cena de pugilato com outra velha, por causa de uma almofada.
Bom, voltando à separação iminente....eu, que sempre fui da facção mãe, há muito que digo que não a reconheço. E o meu pai tem razão. Só um santo para a aturar. Tornou-se a pessoa mais irritada e implicativa de que há memória.
Ligo ao meu pai para saber da minha avó, e recebo um homem à beira de um ataque de nervos: "vocês falem com ela, que eu não aguento mais"
Agora cabe a mim e ao meu irmão convence-la, que este cocktail menopausa/morte da mãe/reforma, a deixou completamente marada daquela cabeça, e que é preciso de uma vez por todas arranjar ajuda como deve ser, que isto sozinha não vai lá, que os psicólogos não são para os maluquinhos, e que às vezes a cabeça dá nós que não é qualquer um que desata.
É que já deu cabo do homem, que a única coisa que pede é sopas e descanso, e que não só permanece igual a ele próprio, como eu diria que está mais calmo e tranquilo que nunca.
Só me faltava esta.


Barbearia

O sítio onde o meu marido leva o meu filho depois do cabeleireiro lhe ter dado cabo do cabelo.

domingo, março 01, 2015

O que são os meus filhos a menos que os outros?

Estou com um problema. Aliás, estamos com um problema. Melhor dizendo, os meus filhos estão com um problema. Os três. O mesmo problema.
Não obstante os avisos colocados à porta das salas, os mails que recebo amiúde das duas escolas onde tenho filhos, o champo repousa vai para dois anos ali na banheira, sem qualquer utilização, até desconfio que aquilo é coisa para já ter perdido a validade.
Não andarão a brincar suficientemente próximos dos amiguinhos? Escolheram os amiguinhos errados? Não trocam chapéus, bandoletes? Não dão cambalhotas nos conspurcados colchões do ginásio? Não roçam o suficiente as cabecinhas nas selfies?
E eu, como mãe, privada que me vejo de passar tardes inteiras perto da janela, (que diz com a luz natural é que se dão bem conta dos bichos), eu, como mãe de meninas, segregada da imensidão de conversas ao portão sobre o flagelo que são os cabelos compridos. Afastada dos pentes finos.
Agora por ocasião do Carnaval, apanhei as duas a coçar violentamente a cabeça durante um par de horas, e foi com quase alegria que lhes joguei as mãos, pouco experientes mas cheias de vontade, à cabeça, arrebanhando molhos de cabelos de um lado para o outro, perscrutando cada milimetro de couro cabeludo, na esperança de apanhar pelo menos um, mas nada. Eram restos das tintas em spray que tinham usado para pintar os cabelos de azul e rosa, duas de mão com Garnier de alperce e tudo resolvido.
Por isso digam-me, vocês que certamente estão há séculos a braços com esse problema, qual o defeito dos meus filhos que os piolhos não lhes pegam?
Será o PH?

sábado, fevereiro 28, 2015

Factos

Sou muito melhor com pensamentos, que com palavras, muitos melhor com ideias que com acções.

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Que fada do lar me saíste Xaxia

Resolvi limpar o filtro da máquina da roupa. Diz que de vez em quando se deve. 3 moedas e um gancho do cabelo era o espólio guardado pela bicha.
Até aqui tudo bem.
Hoje, resolvi aproveitar a manhã em casa para fazer uma máquina de roupa.
Detergente, gira o botão, prime o start e já está.
Parece que deixei o tampão do filtro mal colocado, ou mal apertado, e a água mal entrava saía para o chão.
Felizmente a vizinha do quinto andar estava atenta, ainda que não lhe tenha podido valer muito, nem à roupa estendida. Aquilo era tanta água que tive mesmo que deixar escorrer, não havia toalhas ou esfregona que me valessem.
Quem te manda a ti sapateiro...

Um gosto especial

Mais do que o "gostaría-mos", ou o "possa-mos", mais que o "amandar", mais que as "beijokinhas", que a "equipe", que a "porrada", a minha preferida é o "gostão".

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Amanhã já é quinta feira e isso de uma forma geral é melhor que ser segunda

O despertador toca.
Dou-me ao luxo de um, dois toques no snooze. Ao primeiro, reencontro o sono. Ao segundo, é quando o mundo se me afigura. As horas, o que me espera no emprego, em que ponto deixei a minha vida antes de adormecer. É a tomada de consciência do ponto de partida para mais um dia.
Invariavelmente animo-me se estiver mais perto do fim de semana do que de segunda feira, lembro-me que preciso de férias, sonho com um euromilhões que me viesse salvar ao despertador, ao frio das manhãs cedo, ao trânsito das horas de ponta. Se por qualquer passe de mágica tiver alguma coisa mesmo desafiante ou diferente ou estimulante guardada no trabalho, sou capaz de me animar mais um bocadinho, mas até esse entusiasmo dos momentos importantes da vida profissional, se torna mais cansativo que motivante. Demasiada pressão, cada vez menos tolerância ao erro. Canseira.
Se me quiser deprimir verdadeiramente, foco-me no facto de faltarem pelo menos vinte anos para poder sequer pensar em reforma, e afundo-me na ideia de não aguentar esta merda por mais vinte anos. Parecendo que não uma pessoa já tem quarenta anos, um monte de alergias e uma dor na anca que não larga. Razão têm os patrões para não quererem velhos, espero que daqui a dez anos também me torçam o nariz e não me queiram, talvez me arranjem uma bonita prateleira onde possa ficar a fazer tempo para a reforma, longe de objectivos inalcançaveis, e de chefias hipermotivadas e donas da verdade em particular e do mundo no geral, (onde é que já vi isto), se não querem pagar prémios mais vale dizer logo, agora cenouras e palmadinhas nas costas, obrigada, mas sinto que começo a ter a minha dose.
Claro que de repente posso ser promovida, e não vou precisar de snooze durante bastante tempo, que esta cena do estímulo positivo até acorda mortos, mas até lá, quando me deito, faço sempre as contas a quantas horas vou dormir, e menos que sete é dia de telha na certa.


terça-feira, fevereiro 24, 2015

Mother issues

Vocês perguntam-se curiosos, então Xaxia, conta lá, há alguma coisa em que sejas mesmo boa? Tipo barra, um ás, fera, muito melhor que a média, top?
Há. Sou óptima a discutir.
A minha capacidade de argumentação, aliada à perspicácia de pegar nas pontas soltas ainda que presas na minha memória, ao mesmo tempo que espeto verdadeiras farpas que parecem rajadas de metralhadora,  é, digo-vos, digna de registo. Capaz de arrumar qualquer um por muito que se julgue armado de razões.
E Xaxia, há alguma coisa em que sejas mesmo má? Tipo um ganda flop?
Também há. Sou péssima a manter a boquinha fechada, especialmente perante os casos em que simplesmente não vale a pena.