A Lalá ata o totó
É o tapete e a pipa
É o pai e o tio
A tia tapa o pote
Ter uma filha no primeiro ano não é fácil.
Especialmente quando, segundo ela, é muito boa a matemática, nos ditados, a separar sílabas, a escrever frases, mas depois vamos ver e tem uma letra para lá de feia, esquece-se do tracinho do t, do ponto do i, de todos os acentos e pontos finais, apaga até romper as folhas, faz desenhos a despachar...
Talvez ser canhota não ajude...O excesso de confiança também não.
Já tenho programa garantido para o fim de semana: fazer árvore de Natal e estudar com a migalha.
O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?
quinta-feira, dezembro 06, 2012
A minha avó
A minha avó era bolo de iogurte
Era laca no cabelo e penteador nos ombros
Era lorenin e cêgripe
Era arroz de manteiga e bifes fritos com alhinhos
Era creme nivea
Era um fio de ouro com uma medalha de murano
Era sabonetes multicolores feitos de restos de sabonetes
Era sumo de laranja passado e morangos com molho
Era um chapéu de chuva porque podia chover
Era um casaco porque podia arrefecer
Era amor pela família
Era muito amor pelos meus filhos
Era um telefonema diário, só porque sim
A minha avó nunca dizia bem te avisei ou,
o que é que esperavas com esse feitio
A minha avó achava que eu era a melhor mãe do mundo
A minha avó, era colo, aconchego e conforto
A minha avó morreu este ano e não sei como vou passar o Natal sem ela
Era laca no cabelo e penteador nos ombros
Era lorenin e cêgripe
Era arroz de manteiga e bifes fritos com alhinhos
Era creme nivea
Era um fio de ouro com uma medalha de murano
Era sabonetes multicolores feitos de restos de sabonetes
Era sumo de laranja passado e morangos com molho
Era um chapéu de chuva porque podia chover
Era um casaco porque podia arrefecer
Era amor pela família
Era muito amor pelos meus filhos
Era um telefonema diário, só porque sim
A minha avó nunca dizia bem te avisei ou,
o que é que esperavas com esse feitio
A minha avó achava que eu era a melhor mãe do mundo
A minha avó, era colo, aconchego e conforto
A minha avó morreu este ano e não sei como vou passar o Natal sem ela
quarta-feira, dezembro 05, 2012
A musica que embala o meu amor
A música que tem embalado o meu amor nos últimos meses.
A vida é uma lotaria e é bom tirar a terminação... mas a Sorte Grande...é maravilhoso!
A vida é uma lotaria e é bom tirar a terminação... mas a Sorte Grande...é maravilhoso!
terça-feira, dezembro 04, 2012
Secret Story
Não sei como isto me foi acontecer...Mas sei o nome de todos os concorrentes da Casa dos Segredos.
Shame on me.
Vou ali penitenciar-me e já venho.
Shame on me.
Vou ali penitenciar-me e já venho.
Loja Azul
Se precisarem de ir a uma Bluestore, dêem mais uma voltinha, andem mais 2 km, mas não vão à Bluestore do Alegro de Alfragide.
Tem um empregado assim a atirar para o arrogante, que não resolve nem ajuda a resolver, e com cara de "desampara-me a loja que isto hoje está fraco e não tou com vontade de me maçar muito".
Bah!
Ganda Lata!
Estava eu ainda a recolher os despojos do meu queixo do chão, após a descoberta das Smartshops, e eis que me conseguem espantar outra vez.
Hipermercado, junto às frutas e legumes. Um casal aí na casa dos 70 anos, com excelente aspecto (não, não são os da reforma de 150€), com uma faquinha, que primorosamente trazem na mala, a cortar o talo aos brócolos. Cortadinho, bem rentinho, só para pagar o bifinho do lombo dos brócolos.
Bem sei que os gajos dos hipermercados são ricos, e que os talos dos brócolos para eles são peanuts, blá, blá. O que realmente me espanta é a lata, a real lata das pessoas. Já agora, vamos tirar a rama do anánas, as espinhas do peixe e se der, desossem aí essas perninhas de frango que eu só pago o que como.
Vá lá minha senhora, vá lá fazer isso à banca da praça que vem de lá com a faquinha espetada no meio da testa.
Hipermercado, junto às frutas e legumes. Um casal aí na casa dos 70 anos, com excelente aspecto (não, não são os da reforma de 150€), com uma faquinha, que primorosamente trazem na mala, a cortar o talo aos brócolos. Cortadinho, bem rentinho, só para pagar o bifinho do lombo dos brócolos.
Bem sei que os gajos dos hipermercados são ricos, e que os talos dos brócolos para eles são peanuts, blá, blá. O que realmente me espanta é a lata, a real lata das pessoas. Já agora, vamos tirar a rama do anánas, as espinhas do peixe e se der, desossem aí essas perninhas de frango que eu só pago o que como.
Vá lá minha senhora, vá lá fazer isso à banca da praça que vem de lá com a faquinha espetada no meio da testa.
Smartshops
Quando criei o nome do blogue devia estar à espera deste dia. Porque estou absolutamente pasmada com o que descobri que existe (provavelmente existe há muito tempo, mas devia estar a limpar algum rabo de criança e não reparei).
O que descobri? As Smartshpos. Lojas que vendem drogas legais. Fertilizantes, incensos, tudo para destrambelhar ainda mais a cabeça de putos já sem muito juízo. Um comprimido chamado After C - para ajudar o corpinho a recuperar depois da cocaína (toda a gente sabe que aquilo dá um desgaste do caraças. É assim como correr 10km).
E aparentemente os putos até fazem fila para comprar aquelas merdas. Um negócio e peras!
Ainda não consegui foi juntar o maxiliar inferior ao superior desde a minha descoberta ontem à noite.
Muito mau. Muito, muito mau.
Que mundo este em que vivemos.
O que descobri? As Smartshpos. Lojas que vendem drogas legais. Fertilizantes, incensos, tudo para destrambelhar ainda mais a cabeça de putos já sem muito juízo. Um comprimido chamado After C - para ajudar o corpinho a recuperar depois da cocaína (toda a gente sabe que aquilo dá um desgaste do caraças. É assim como correr 10km).
E aparentemente os putos até fazem fila para comprar aquelas merdas. Um negócio e peras!
Ainda não consegui foi juntar o maxiliar inferior ao superior desde a minha descoberta ontem à noite.
Muito mau. Muito, muito mau.
Que mundo este em que vivemos.
segunda-feira, dezembro 03, 2012
Desencontros
Hoje logo de manhã, estava a ver as capas das revistas, e lá me chamou a atenção a tentativa de reconciliação da Luciana Abreu e o seu Djaló.
Ler esta manchete, depois de ter estado no fim de semana com uma amiga divorciada ao telefone, que tenta a todo o custo retomar o seu casamento, deu-me que pensar.
O divórcio, para pais e filhos, deve ser ainda pior do que parece. Se duas pessoas se desentendem ao ponto de decidirem separar os trapos, é porque a vida em comum se tornou de alguma forma desagradável, insuportável, desgastante. Porque já não conseguem encontrar no outro aquilo que um dia os fez apaixonar-se.
A verdade é que as tentativas de reconciliação e até segundos casamentos entre pessoas que se separaram, são muito frequentes. São poucos os casos que conheço em que já depois de cada um ter ido para o seu lado, não há uns encontros, umas conversas, quase sempre sexo.
Talvez seja um bocado como quando alguém morre. Parece-nos sempre melhor do que aquilo que realmente era. Talvez a distância atenue os defeitos e as diferenças, e de repente consigamos reencontrar a pessoa que julgávamos desaparecida.
Só que aparentemente a paz e sossego não estão ali ao lado para quem se separa. Aparentemente a separação não resolve tudo, e não deixa ninguém mais feliz. Não estou obviamente a falar de casos dramáticos em que já se perdeu tudo, em que há violência ou insultos, e em que o divórcio é um alívio. Estou a falar dos casos em que o casal não se consegue encontrar. Dos casos em que a paixão e o amor foram dando lugar a cobranças, a desentendimentos, a inseguranças. Dos casos em que um dos dois quer tentar procurar fora do casamento aquilo que já não encontra no seu.
Estes pensamentos depois de uma valente discussão com o dito-cujo, dão-me um horrível frio na barriga.
Vai ser um longo dia...
Ler esta manchete, depois de ter estado no fim de semana com uma amiga divorciada ao telefone, que tenta a todo o custo retomar o seu casamento, deu-me que pensar.
O divórcio, para pais e filhos, deve ser ainda pior do que parece. Se duas pessoas se desentendem ao ponto de decidirem separar os trapos, é porque a vida em comum se tornou de alguma forma desagradável, insuportável, desgastante. Porque já não conseguem encontrar no outro aquilo que um dia os fez apaixonar-se.
A verdade é que as tentativas de reconciliação e até segundos casamentos entre pessoas que se separaram, são muito frequentes. São poucos os casos que conheço em que já depois de cada um ter ido para o seu lado, não há uns encontros, umas conversas, quase sempre sexo.
Talvez seja um bocado como quando alguém morre. Parece-nos sempre melhor do que aquilo que realmente era. Talvez a distância atenue os defeitos e as diferenças, e de repente consigamos reencontrar a pessoa que julgávamos desaparecida.
Só que aparentemente a paz e sossego não estão ali ao lado para quem se separa. Aparentemente a separação não resolve tudo, e não deixa ninguém mais feliz. Não estou obviamente a falar de casos dramáticos em que já se perdeu tudo, em que há violência ou insultos, e em que o divórcio é um alívio. Estou a falar dos casos em que o casal não se consegue encontrar. Dos casos em que a paixão e o amor foram dando lugar a cobranças, a desentendimentos, a inseguranças. Dos casos em que um dos dois quer tentar procurar fora do casamento aquilo que já não encontra no seu.
Estes pensamentos depois de uma valente discussão com o dito-cujo, dão-me um horrível frio na barriga.
Vai ser um longo dia...
domingo, dezembro 02, 2012
Mercados e Supermercados
Ontem de manhã fui ao mercado. Desde que regressámos de férias, que incluí este ritual nas manhãs de Sábado. Com a famelga toda atrás ou sozinha, não falho.
Não sei porquê, mas parece-me tudo mais fresco e mais barato. As alfaces são mais verdes e brilhantes, a fruta não está verde nem fria de ter acabado de sair do frigorífico, as peixeiras chamam-me menina, amori e querida, e quando já estou cheia de sacos pesados mandam os filhos ou os empregados ir ajudar a levar as compras ao carro. É verdade que nunca aceito, mas a ideia de que alguém se preocupa, é muito boa.
Depois gosto da forma como dizem "essas laranjas não são para si" ou " vou ali buscar outro peixe espada dentro". Fazem-me sentir importante, é o que fazem.
Bem sei (se sei) que as grandes empresas de distribução gastam rios de dinheiro em horas de formação de atendimento, de serviço ao cliente, e tudo o que possam fazer para reproduzir aquela familiariedade dentro das suas lojas, mas falta o mais importante, não imitável e não reproduzível.
É que nas bancas do mercado, estão donos do negócio, patrões e patroas que estimam o cliente como estimam o dinheiro que precisam de ganhar.
Nos balcões dos supermercados, estão empregados que tanto podiam vender peixe no Pingo Doce como no Jumbo ou no Continente. Salvo raras excepções de quem veste mesmo a camisola, a grande maioria não se sente implicada no serviço que presta ao cliente.
O ordenado ao fim do mês está garantido e é sempre igual.
Não sei porquê, mas parece-me tudo mais fresco e mais barato. As alfaces são mais verdes e brilhantes, a fruta não está verde nem fria de ter acabado de sair do frigorífico, as peixeiras chamam-me menina, amori e querida, e quando já estou cheia de sacos pesados mandam os filhos ou os empregados ir ajudar a levar as compras ao carro. É verdade que nunca aceito, mas a ideia de que alguém se preocupa, é muito boa.
Depois gosto da forma como dizem "essas laranjas não são para si" ou " vou ali buscar outro peixe espada dentro". Fazem-me sentir importante, é o que fazem.
Bem sei (se sei) que as grandes empresas de distribução gastam rios de dinheiro em horas de formação de atendimento, de serviço ao cliente, e tudo o que possam fazer para reproduzir aquela familiariedade dentro das suas lojas, mas falta o mais importante, não imitável e não reproduzível.
É que nas bancas do mercado, estão donos do negócio, patrões e patroas que estimam o cliente como estimam o dinheiro que precisam de ganhar.
Nos balcões dos supermercados, estão empregados que tanto podiam vender peixe no Pingo Doce como no Jumbo ou no Continente. Salvo raras excepções de quem veste mesmo a camisola, a grande maioria não se sente implicada no serviço que presta ao cliente.
O ordenado ao fim do mês está garantido e é sempre igual.
sábado, dezembro 01, 2012
Mãe, o Pai Natal não existe
Com a entrada da migalha mais velha para a escola primária, perguntei ao dito-cujo, se não estaria na altura de começar a desfazer a fantasia do Pai Natal. Já imaginava que lá pela escola ela ia ouvir a verdade, assim sem mais nem menos a frio e sem anestesia, com um bocado de azar ainda ia ser gozada pelos outros. Uma fantasia alimentada durante anos, não é para qualquer um chegar ali e zumba. É coisa a requerer preparação, a ser dita com calma e cuidado. Afinal, são os sonhos de uma criança, caramba.
Por outro lado, quando não recebesse as 123 coisas que tem na carta ao Pai Natal, em vez de ir cobrar ao velhinho esquecido e senil, iria cobrar direitinho a mim e ao dito-cujo seu pai.
E assim estávamos. Em conversações. Achava eu.
Nas minhas costas, completamente à traição e mesmo mesmo tipo facada nas costas, não sei como nem porquê, lá resolvem entabular uma conversa qualquer sobre o Pai Natal. A miúda lá faz duas ou três perguntas de quem tem algumas dúvidas sobre a veracidade da história (cheia de pontas soltas, diga-se em abono da verdade), e o pai, zás, lá lhe diz que o Pai Natal não existe e que os verdadeiros responsáveis por ela não ter tido 10 Nancys no ano passado, somos mesmo nós.
Não houve lágrimas, nem grandes desilusões, mas a prova de que aguentávamos a história mais um aninho chegou logo a seguir.
- Mãe, sabes, o Pai Natal não existe.
-??? Não? Mas...
- Não. O Pai já me explicou que são vocês que dão os presentes.
- Ai foi?? (chispas pelos olhos)
- Sim. Agora só há outra coisa que não sei.
- O quê?
- E a Fada dos dentes, existe ou não?
Buááááá. Eu sabia que ainda a enganávamos mais um ano.
- A Fada dos dentes? Não sei, VAI PERGUNTAR AO TEU PAI.
Por outro lado, quando não recebesse as 123 coisas que tem na carta ao Pai Natal, em vez de ir cobrar ao velhinho esquecido e senil, iria cobrar direitinho a mim e ao dito-cujo seu pai.
E assim estávamos. Em conversações. Achava eu.
Nas minhas costas, completamente à traição e mesmo mesmo tipo facada nas costas, não sei como nem porquê, lá resolvem entabular uma conversa qualquer sobre o Pai Natal. A miúda lá faz duas ou três perguntas de quem tem algumas dúvidas sobre a veracidade da história (cheia de pontas soltas, diga-se em abono da verdade), e o pai, zás, lá lhe diz que o Pai Natal não existe e que os verdadeiros responsáveis por ela não ter tido 10 Nancys no ano passado, somos mesmo nós.
Não houve lágrimas, nem grandes desilusões, mas a prova de que aguentávamos a história mais um aninho chegou logo a seguir.
- Mãe, sabes, o Pai Natal não existe.
-??? Não? Mas...
- Não. O Pai já me explicou que são vocês que dão os presentes.
- Ai foi?? (chispas pelos olhos)
- Sim. Agora só há outra coisa que não sei.
- O quê?
- E a Fada dos dentes, existe ou não?
Buááááá. Eu sabia que ainda a enganávamos mais um ano.
- A Fada dos dentes? Não sei, VAI PERGUNTAR AO TEU PAI.
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