O melhor gelado de Lisboa, é o gelado de nata servido com molho de morangos, que dá pelo nome de Conchanata.
Acontece que esta maravilha da gastronomia fria, fica aqui mesmo ao pé de casa, e mal o calor espreita e aquilo abre portas (fecha durante o Inverno), lá vamos nós em romaria.
Acontece ainda que este ano, dada a enorme desconsideração de S. Pedro pelos nossos hábitos estivais e a minha partida para férias quando o calor apertou, a Conchanata ainda não me entrou na boca.
Depois, algures no sítio ermo onde estava, li isto, e fiquei a salivar pela nata e pelo amendoim. E pela manga, pelos frutos silvestres, pelo chocolate. Marquei na minha agenda mental, que mal pusesse os pés em Lisboa, era paragem obrigatória.
Ontem cheguei a Lisboa. Ontem lá fomos. A fila chegava à esquina. Dito-Cujo começou logo a bufar. Ainda estivemos uns três minutos, mas dada a carantonha que excelso marido apresentava, perguntei às Migalhas se queriam ir comer um Cornetto mais abaixo."Sim, sim, Cornetto, boa" que o palato deles não distingue a nata da Olá da nata da Conchanata.
Quem esperou um Inverno inteiro pode esperar mais um dia, amanhã com Migalhas ou sem Migalhas, com marido ou sem marido, cá estarei.
Hoje é o dia.
Aliás, hoje era o dia.
De manhã pesei-me.
O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?
domingo, junho 30, 2013
sábado, junho 29, 2013
Este post estava "entalado" desde quinta feira, mas tem mesmo que ser
Não gosto de touradas.
Não gosto de touradas como não gosto de circo, ou de cinema mudo. Não daria cinco euros para ver uma corrida de toiros, como não daria cinco euros para ver a Romana a cantar.
Com isto quero dizer que não sou aficionada, mas também não sou contra as touradas (se os mais radicais me permitirem esta posição um bocado indiferente aos touros, aos toureiros e aos forcados).
Mas há uma coisa a que não sou de facto indiferente, e que é a demagogia barata, o aproveitamento de situações, seja de que lado for.
Acho incrível que alguns (atenção disse alguns, já sei que não são todos e que conhecem alguém que não), mas como ia dizendo, acho incrível que alguns dos activistas da defesa dos direitos dos animais venham utilizar a morte do Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, como um argumento a favor do fim das touradas. É rebuscado, mas está aí, num blog perto de nós, basta procurar.
Também acho incrível que os amantes da Tauromaquia (que respeito como tradição) nos tentem convencer que os forcados, coitadinhos, foram apanhados no meio de uma rixa com a qual não tinham nada a ver, e que acabou na tragédia que todos conhecemos.
Há entre os grupos, (forcados, equipas de rugby, futebol amador, whatever),especialmente se jovens e cheios da virilidade própria de barbas ainda mal semeadas (não seria o caso deste em particular), uma enorme propensão para as cenas de pancadaria. Lembro-me bem de como as festas da faculdade acabavam invariavelmente ao soco e ao pontapé, cadeiras a voar, meninas a chorar. O álcool dá uma ajuda.
Morreu este forcado em 2013, mas poderia facilmente ter morrido um dos meus amigos em 1995.
O meu Dito-Cujo poderia ter morrido, pelo menos umas três vezes que me lembre assim de repente.
Bastava que enfrentasse alguém armado. E que estivesse bêbado o suficiente para não se aperceber que enfrentava alguém armado. Que não se apercebesse que desta vez a coisa não ia ficar por mais uma cena de cowboys para recordar mais tarde com os amigos no meio de uns copos, ou para contar aos netos quando fosse velhinho. Que não se apercebesse que não ia ser só um olho negro, ou um nariz a sangrar. Que não se apercebesse que em troca de murros, recebia facadas.
O José Maria Cortes não vai ser velhinho e não vai ter netos. Esta será de certeza uma história que não se vai contar entre gargalhadas e copos em jantares de amigos.
Que descanse em paz.
Não gosto de touradas como não gosto de circo, ou de cinema mudo. Não daria cinco euros para ver uma corrida de toiros, como não daria cinco euros para ver a Romana a cantar.
Com isto quero dizer que não sou aficionada, mas também não sou contra as touradas (se os mais radicais me permitirem esta posição um bocado indiferente aos touros, aos toureiros e aos forcados).
Mas há uma coisa a que não sou de facto indiferente, e que é a demagogia barata, o aproveitamento de situações, seja de que lado for.
Acho incrível que alguns (atenção disse alguns, já sei que não são todos e que conhecem alguém que não), mas como ia dizendo, acho incrível que alguns dos activistas da defesa dos direitos dos animais venham utilizar a morte do Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, como um argumento a favor do fim das touradas. É rebuscado, mas está aí, num blog perto de nós, basta procurar.
Também acho incrível que os amantes da Tauromaquia (que respeito como tradição) nos tentem convencer que os forcados, coitadinhos, foram apanhados no meio de uma rixa com a qual não tinham nada a ver, e que acabou na tragédia que todos conhecemos.
Há entre os grupos, (forcados, equipas de rugby, futebol amador, whatever),especialmente se jovens e cheios da virilidade própria de barbas ainda mal semeadas (não seria o caso deste em particular), uma enorme propensão para as cenas de pancadaria. Lembro-me bem de como as festas da faculdade acabavam invariavelmente ao soco e ao pontapé, cadeiras a voar, meninas a chorar. O álcool dá uma ajuda.
Morreu este forcado em 2013, mas poderia facilmente ter morrido um dos meus amigos em 1995.
O meu Dito-Cujo poderia ter morrido, pelo menos umas três vezes que me lembre assim de repente.
Bastava que enfrentasse alguém armado. E que estivesse bêbado o suficiente para não se aperceber que enfrentava alguém armado. Que não se apercebesse que desta vez a coisa não ia ficar por mais uma cena de cowboys para recordar mais tarde com os amigos no meio de uns copos, ou para contar aos netos quando fosse velhinho. Que não se apercebesse que não ia ser só um olho negro, ou um nariz a sangrar. Que não se apercebesse que em troca de murros, recebia facadas.
O José Maria Cortes não vai ser velhinho e não vai ter netos. Esta será de certeza uma história que não se vai contar entre gargalhadas e copos em jantares de amigos.
Que descanse em paz.
sexta-feira, junho 28, 2013
Coisas que não vou fazer este fim de semana, mas nem morta
Ir ao mega piquenique do Continente.
Graças a Deus os meus filhos sabem que os frangos não crescem em árvores, e que as alfaces não são fabricadas.
E... Ver Tony Carreira? Serio? Têm a certeza que é isso que querem fazer?
Graças a Deus os meus filhos sabem que os frangos não crescem em árvores, e que as alfaces não são fabricadas.
E... Ver Tony Carreira? Serio? Têm a certeza que é isso que querem fazer?
Porque será, realmente não estou a ver porque será...
Dito-Cujo perguntava, como é que Xaxia consegue por o protector solar nas três Migalhas em dez minutos. Com ele, é tarefa para quase uma hora.
Hoje quando me vieram pedir " o creme pó pai por", resolvi estar atenta.
Começou com uma semi rixa fraterna, eu sou primeiro, mas eu é que disse, isso é injusto, empurra, chora.
Eu teria resolvido a questão em trinta segundos. Galheta para a esquerda, galheta para a direita, e vamos lá ao nosso verdadeiro objectivo: protecção solar.
Porém Dito-Cujo tem uma abordagem diferente. Perante aquela cena "mesmo a pedir um estalo", ouço dizer:
- Então vamos fazer um jogo. Quem ganhar, é primeiro.
Hum, realmente não sei porque demora tanto tempo...
Hoje quando me vieram pedir " o creme pó pai por", resolvi estar atenta.
Começou com uma semi rixa fraterna, eu sou primeiro, mas eu é que disse, isso é injusto, empurra, chora.
Eu teria resolvido a questão em trinta segundos. Galheta para a esquerda, galheta para a direita, e vamos lá ao nosso verdadeiro objectivo: protecção solar.
Porém Dito-Cujo tem uma abordagem diferente. Perante aquela cena "mesmo a pedir um estalo", ouço dizer:
- Então vamos fazer um jogo. Quem ganhar, é primeiro.
Hum, realmente não sei porque demora tanto tempo...
quinta-feira, junho 27, 2013
Coisas que nunca irei entender
Porque rezam tanto os católicos para que alguem sobreviva, se acreditam que a outra vida é muito melhor, e felicidade sem fim e paz eterna e paraíso e tal.
Não atirem já pedras. I'm in.
Não atirem já pedras. I'm in.
quarta-feira, junho 26, 2013
A queda de um mito e o mito são ferias perfeitas
Já percebi que é quase indecoroso estar sempre aqui a falar das ferias e da praia, enquanto o resto do país coze no calor por que suplicou, por isso, este é um post destinado a mudar a imagem que podem ter dos acontecimentos:
Imagem perfeita 1- praia deserta. Deserta de pessoas, de bandeira, de salva vidas, de casas de banho.
Imagem perfeita 2- mar refrescante. Gelado, a fazer doer os ossinhos todos
Imagem perfeita 3- dias felizes para migalhas. Para minhas migalhas e mais outra meia dúzia, perfazendo uma dezena de crianças felizes, acreditem que não se aguenta tanta felicidade
Imagem perfeita 4: jantares de marisco e peixe fresco. Já disse que aqui não há malta a limpar nem a arrumar? Pois, é muita loiça para lavar.
Imagem perfeita 5- vinho e cerveja fresca. E maridos alcoolizados tipo diariamente.
Imagem perfeita 6- sítio calmo e isolado. Sem cobertura de rede decente e com internet apenas em sítios como... A casa de banho.
Animem-se, pá! Isto é uma seca, mal posso esperar por ir trabalhar.
Matemática estival
O dia de hoje em números:
- 4 horas de praia
- 17 kg percebes
- 120 sardinhas
- número não especificado de garrafas de vinho
- número não especificado de " mines"
- mais calorias do que consigo contar
- 8 linhas num mísero post de um mísero blog
- 4 horas de praia
- 17 kg percebes
- 120 sardinhas
- número não especificado de garrafas de vinho
- número não especificado de " mines"
- mais calorias do que consigo contar
- 8 linhas num mísero post de um mísero blog
segunda-feira, junho 24, 2013
Se pudessem ver o sítio onde estou
No meio do campo, a ouvir os pássaros a chilrear, de quando a quando o ladrar de um cão.
De manhã e à tarde, passam as vacas, em manada, com passo pesado e lento, a caminho do pasto primeiro, de regresso a casa mais tarde.
Estou no alpendre, a tomar o pequeno almoço de todos os dias, mas com uma calmaria diferente, a escrevinhar palavras entre golos de chá, a enxotar uma mosca mais afoita.
Até os gritinhos e os risos das migalhas se confundem com a paisagem, e de repente já não grito para se calarem, porque me parece tudo tão feliz.
Do lado esquerdo, tenho a estrada que vai para a praia. Muito de quando em vez começa o barulho de um motor ao longe, depois mais intenso até passar à minha frente, depois some-se lá ao fundo. Uma estrada deserta a deixar adivinhar uma praia só nossa.
Desde que cheguei no sábado, ainda não pus um pé num café ou num supermercado, num restaurante, numa loja.
Se há uns anos me dissessem, que eu ia gostar de ferias que não implicassem praias cheias, toldos alugados, parques de estacionamento pagos, filas de restaurantes da moda, discotecas...Se me dissessem que não precisava de me arranjar ao fim da tarde, que o secador do cabelo não era um objecto essencial, que se pode jantar de alpercatas e havaianas nos pés, que não ia refilar com Dito-Cujo por jantar de calções.
Aqui não há serviço de quartos, nem coisas para pendurar nas portas, pode arrumar, pode ir dar uma volta. Aqui somos só nós.
De manhã e à tarde, passam as vacas, em manada, com passo pesado e lento, a caminho do pasto primeiro, de regresso a casa mais tarde.
Estou no alpendre, a tomar o pequeno almoço de todos os dias, mas com uma calmaria diferente, a escrevinhar palavras entre golos de chá, a enxotar uma mosca mais afoita.
Até os gritinhos e os risos das migalhas se confundem com a paisagem, e de repente já não grito para se calarem, porque me parece tudo tão feliz.
Do lado esquerdo, tenho a estrada que vai para a praia. Muito de quando em vez começa o barulho de um motor ao longe, depois mais intenso até passar à minha frente, depois some-se lá ao fundo. Uma estrada deserta a deixar adivinhar uma praia só nossa.
Desde que cheguei no sábado, ainda não pus um pé num café ou num supermercado, num restaurante, numa loja.
Se há uns anos me dissessem, que eu ia gostar de ferias que não implicassem praias cheias, toldos alugados, parques de estacionamento pagos, filas de restaurantes da moda, discotecas...Se me dissessem que não precisava de me arranjar ao fim da tarde, que o secador do cabelo não era um objecto essencial, que se pode jantar de alpercatas e havaianas nos pés, que não ia refilar com Dito-Cujo por jantar de calções.
Aqui não há serviço de quartos, nem coisas para pendurar nas portas, pode arrumar, pode ir dar uma volta. Aqui somos só nós.
domingo, junho 23, 2013
Unhas, para que vos quero!
Minha querida sobrinha, praticamente adolescente, reclama que desde que tem aparelho nos dentes, não consegue roer as unhas lá como gosta.
Minha Migalha em muda de dentes, partilha da mesma angustia da prima, e lembra saudosista os dentes que lhe caíram.
A tendência para roer as unhas deve ser genética.
A parvoeira também.
Minha Migalha em muda de dentes, partilha da mesma angustia da prima, e lembra saudosista os dentes que lhe caíram.
A tendência para roer as unhas deve ser genética.
A parvoeira também.
S. Pedro, conheces a expressão " meio termo"?
Isto agora é o quê?
Uma espécie de vingança?
Estou mesmo a ver-te, ah e tal não queriam calor...
Menos S. Pedro, muito menos!
Uma espécie de vingança?
Estou mesmo a ver-te, ah e tal não queriam calor...
Menos S. Pedro, muito menos!
Subscrever:
Mensagens (Atom)