O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?

domingo, julho 12, 2015

Das regras básicas de convivência

Mesmo que não tenhas a opinião dos outros em consideração, nunca esqueças que têm uma.

sexta-feira, julho 10, 2015

quarta-feira, julho 01, 2015

Finais infelizes

Aqueles em que o final de um post, em vez de ser o momento alto, a cereja no topo do bolo,  a coroação de uma escrita conquistadora, parece que nos leva para uma queda abrupta e vertiginosa com palavras que não pertencem ali.
Em não sabendo como concluir, usem-se as reticências. Mais seguro.
A sério, desiludem-me os maus finais de posts.
(Sim, os meus também).

sexta-feira, junho 26, 2015

quinta-feira, junho 25, 2015

Se esta cena não é uma espécie de milagre, então não sei o que seja

O Sancho aprendeu a andar de bicicleta. Sozinho. Sem rodinhas.
Ali vai ele, orgulhoso, corajoso, com os pedais a rodar, a rodar, agora muito "depecha", "quedes ver mãe, oia tão depecha".
E vai, estrada fora, mantendo o equilibro, controlando a velocidade, feliz com o seu novo feito.
Uma criatura que ainda há 5 anos se rebolava paredes meias com as minhas entranhas.

Breve regresso apenas para dizer

Que gostava de ter a inteligência da Nê, o humor da Palmier, o charme do Outro Ente, a sensibilidade da Uva, o optimismo da Bé, a presença de espírito da Mirone, a lata da Filipa, os leitores da Mais Doce, a cagança do Pipoco, os tomates da Picante.

segunda-feira, junho 08, 2015

Do terceiro filho

Hoje a vizinha de cima, grávida do terceiro, pergunta-me enquanto subíamos no elevador:
- Então, e como é ter três?
Olhei desconfiada, tentando medir se era uma pergunta sincera, ou apenas inspirada nas sessões de berraria que diariamente ocorrem cá por casa. Por duvidar da intenção da pergunta, limitei-me a encolher os ombros, e a afirmar que basicamente é igual a ter dois, (e sim, filha, os berros que ouves é porque sou uma gaja muito marada da tola que grita com os filhos, tadinhos, que até são uns anjinhos).
Claro que ter três não é nada igual a ter dois.
Deveria bastar Deus só nos ter dado dois braços, para podermos perceber onde estão as nossas limitações. Mas depois alguém inventou o "marsúpio" e nós mães, achámos que conseguíamos levar um alapado à barriga, e outros dois pelas mãos. Óbvio que não interessa nada onde vão os sacos do supermercado. Aliás, óbvio que os sacos de supermercado passam a ir ali a bater-nos nas pernas enquanto com os dedos roxos, açambarcamos as asas dos sacos e as mãos dos putos.
Ter três, é ter sempre mais  um banho para dar, mais um bife para cortar, mais um lanche para preparar.
É dormir na beira da cama nas noites de trovoada. É ter os putos aos gritos uns com os outros para porem o cinto do carro, é pensar duas vezes antes de oferecer sumo de laranja natural e panquecas para o pequeno almoço, é ter o chão do carro parecido com o chão do Marquês depois dos festejos do campeonato.
Ter três, é ter mais 33% de TPC para fazer. De actividades ao fim de semana. De festas de aniversário. De saraus, torneios, aulas abertas e reuniões de pais. Mais 33% de viroses, de consultas no pediatra e vacinas. De nódoas na roupa. E nas cadeiras. E de riscos nas paredes.
Mas é também ter mais 33% de beijos, de mimos, de ternura e de risos. Mais 33% de "adoro-te" e de abraços apertados.
Ter três não é nada igual a ter dois, como imagino que ter quatro não seja nada igual a ter três.
Ao terceiro, já nos deixámos daquelas parvoíces de "ai, será que vamos gostar tanto deste como do primeiro", já sabemos que no coração cabe sempre mais um e que nisto dos filhos, é sempre tudo a somar.