A dos caracois loiros é a pior. Quem vir aquele cabelinho de anjo, não a leva presa.
Já devia calcular, pela quantidade de vezes que li a palavra caralho no blog (a cena do cor de rosa é treta), isto só podia dar merda da grossa com ela metida ao barulho.
Então não é que desatou a chamar nomes às pessoas?
Então mas esta alminha de Deus, só quer a cabeça para usar caracois?
Não sabe que a bloga está cheia de "princesas da ervilha", que aquilo nem com cem colchões?
Por causa dela é que a outra foi presa, co-responsabilidade, ou co-autoria, danos psicológicos. Parece que a desgraçada há dias que anda a Lexotan, tal a carga de nervos que apanhou com isto tudo.
E querem ver a lata? Quando lhe disse, avança aí vinte euros que vamos comprar uma garrafa de Veuve Clicquot para a patroa, estica-me uma moeda de 1€ e manda-me comprar Raposeira.
Bem... apresento-me com uma garrafa de Raposeira à outra e sou bem capaz de ter que levar uns pontos na cabeça e de engolir a lima (sim, vai na garrafa, não come bolos, tem a mania das magrezas, diz que pesa 55 quilos).
Devia estar doida quando me meti com esta gente.
O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?
quarta-feira, junho 18, 2014
terça-feira, junho 17, 2014
Fartinha destas gajas
A outra agora está presa.
A minha mãe bem me disse que era para ter cuidado, que as más companhias acabam com a reputação de uma pessoa, mas eu pensava que isso era coisa para durar aí até aos vinte anos, se tanto, depois cada um era como cada qual.
Mas não, uma pessoa quer ser da malta, quer entrar nas brincadeiras, elas prometem que aquilo é bom, que é só uma vez, e uma pessoa vai e experimenta, e quando dá por ela está viciada, agarradinha, e pimba, enquanto não vai lá outra vez não descansa, ai que agora vais experimentar aqui uma coisa nova, em vez de ser aqui nesta chafarica que ninguém lê, vais lá e escreves o que te apetecer.
E depois o caldo entorna-se, uma pessoa até já tem medo de ir ao café da esquina e levar uma corrida em osso, as pessoas do bairro olham de lado, e é chato, porque já foram buzinar umas coisas aos ouvidos da minha mãe, e ela já começou com aquela merda daquela conversa do "bem te avisei".
Como não bastasse, agora estou aqui a contar tostões, a ver se consigo comprar uma garrafa de Veuve para lhe levar na visita de domingo, mais uma caixa de framboesas, que estas gajas metem-se nas alhadas mas os vícios de finas ninguém lhos tira.
Só a mim, só a mim.
A minha mãe bem me disse que era para ter cuidado, que as más companhias acabam com a reputação de uma pessoa, mas eu pensava que isso era coisa para durar aí até aos vinte anos, se tanto, depois cada um era como cada qual.
Mas não, uma pessoa quer ser da malta, quer entrar nas brincadeiras, elas prometem que aquilo é bom, que é só uma vez, e uma pessoa vai e experimenta, e quando dá por ela está viciada, agarradinha, e pimba, enquanto não vai lá outra vez não descansa, ai que agora vais experimentar aqui uma coisa nova, em vez de ser aqui nesta chafarica que ninguém lê, vais lá e escreves o que te apetecer.
E depois o caldo entorna-se, uma pessoa até já tem medo de ir ao café da esquina e levar uma corrida em osso, as pessoas do bairro olham de lado, e é chato, porque já foram buzinar umas coisas aos ouvidos da minha mãe, e ela já começou com aquela merda daquela conversa do "bem te avisei".
Como não bastasse, agora estou aqui a contar tostões, a ver se consigo comprar uma garrafa de Veuve para lhe levar na visita de domingo, mais uma caixa de framboesas, que estas gajas metem-se nas alhadas mas os vícios de finas ninguém lhos tira.
Só a mim, só a mim.
segunda-feira, junho 16, 2014
Pelo caminho jogámos aos animais
E quando a coisa aperta, quando já disseram o cavalo branco, preto, às riscas, quando já atiraram todos os nomes de peixes que comem, quando eu já ajudei com "aquele que tem luz no rabo", "o urso do canal de televisão" ou "o pássaro que traz os bebés de Paris", é então que entram numa de vale tudo e começam os dinossauros, unicórnios, sereias e a pantera cor de rosa.
Ora aqui estou de regresso a casa
Depois do fim de semana a Sul. Pois que foi bom, pois que Migalhas divertiram-se, adoraram a praia, a piscina, fizeram uma BFF que nunca mais vão ver na vida, vibraram com a música ao vivo (sofrível) das noites do hotel. Felizes da vida. Também gostei, afinal a felicidade dos nossos filhos é a nossa, ainda que fosse cansativo ter que olhar por todos sozinha, e um quer a piscina dos pequeninos, e as outras a dos "crescidos", e uma pessoa mal tem tempo para dar um mergulho sem alguém agarrado ao pescoço. Apesar da tarefa exigente de olhar pelos três, ainda assim consegui ir deitando o olho ao resto dos hóspedes. Mirar as pratadas de ovos com salsichas e bacon e baked beans que aqueles ingleses gordos comem ao pequeno almoço, os mesmos que lancham hamburguers no pão e hot-dogs e batatas fritas. Preocupar-me com as costas quase em carne viva que alguns apresentavam enquanto dormiam na beira da piscina. Imaginar as ressacas que aquelas marcas de bebidas brancas (que eu nunca tinha visto na minha vida) devem causar. E constatar, que para tantas pessoas, férias de sonho são a possibilidade de ter uma pulseirinha no pulso que lhes permita beber quantos granizados de morango desejem.
sexta-feira, junho 13, 2014
quinta-feira, junho 12, 2014
Ó Tu aí em cima...Tens alguma coisa para me dizer?
Uma mulher diz ao homem que pode ir ao Brasil.
Uma mulher finge ignorar o preço dos voos, e dos bilhetes dos jogos.
Faz-lhe a mala, cuidando que não lhe falta nada.
Mas uma mulher acha que o sol quando nasce é para todos, e decide que vai agarrar nas criaturas pequenas e instalar-se no Algarve durante o fim de semana, tendo como única preocupação cuidar que não se afogam e que estão protegidas do sol.
Entretanto criança mais pequena começa com febre.
Adiamos a reserva por um dia.
E questionamos se um dia vai ser suficiente.
quarta-feira, junho 11, 2014
Cá dentro como lá fora
O dia em que descubro que de todas as vezes que me afligi, deveria ter soltado sonoras e francas gargalhadas. Que há personas non gratas nas caixas de comentários. Mais a luta pela permanência que me fascina, quantos sobem, quantos descem.
Dito-Cujo partiu para o Brasil há menos de vinte e quatro horas e já conto um chocolate no bucho. Eu sei que tem 70% de cacau, mas não deixa de ser chocolate. Imagino do que serei capaz numa semana.
As minhas filhas, que parecem verdadeiras artesãs de ar compenetrado com os dedos esticados e elásticos entrelaçados, não conseguem fazer uma única pulseira que não tenha que guardar à socapa antes de chegar ao emprego.
E Migalha Pequeno, que apareceu com febre, a deixar adivinhar que o fim de semana que era para ser já foi.
Dito-Cujo partiu para o Brasil há menos de vinte e quatro horas e já conto um chocolate no bucho. Eu sei que tem 70% de cacau, mas não deixa de ser chocolate. Imagino do que serei capaz numa semana.
As minhas filhas, que parecem verdadeiras artesãs de ar compenetrado com os dedos esticados e elásticos entrelaçados, não conseguem fazer uma única pulseira que não tenha que guardar à socapa antes de chegar ao emprego.
E Migalha Pequeno, que apareceu com febre, a deixar adivinhar que o fim de semana que era para ser já foi.
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