Durante muito tempo, pensei que todos os problemas das mulheres (exceptuando talvez a TPM, vá), começavam e terminavam nos homens.
Mas depois veio o Facebook e o Dia da Mulher. E aquele monte de bonecos que postamos orgulhosas, e que invariavelmente mostram super mulheres ao centro, rodeadas por um computador (somos super profissionais), crianças, de preferencia a fazerem uma birra agarradas às nossas pernas (somos super mães), um aspirador/vassoura/lava-loiças (somos fadas do lar- se estivermos a aspirar ou varrer ou lavar a loica com uma das crianças birrentas ao colo, melhor), batons ou um par de sapatos salto agulha (além de tudo somos suuper giras e sexys e temos a cútis viçosa e o rabo rijo). Basicamente, depois da mulher de carreira, mãezorra e fada do lar se sentar finalmente no sofá, baixa em nós a super amante.
E somos nós que postamos, e fazemos muitos likes umas nas outras, convencidérrimas que os homens vão ver aquilo e vão ficar siderados com as nossas imensas capacidades, vão fazer vénias à nossa passagem, vão olhar-nos com ainda mais respeito e admiração, eles que coitadinhos só conseguem fazer uma coisa de cada vez, excepção apenas para quando estão a ouvir o relato na rádio e a ver o jogo na televisão. Ao mesmo tempo!!
E concluo, que o problema das mulheres não são os homens. O problema das mulheres, são as próprias mulheres, orgulhosas por serem como as impressoras: multifunções.
E enquanto as sogras olharem as noras de lado porque não serviram o marido (coitadinho), enquanto as mães continuarem a pedir mais favores domésticos às filhas do que aos filhos, enquanto alimentarmos esta ideia que somos super mulheres com muito gosto, e colocarmos merdinhas destas no Facebook, vamos continuar a ser o nosso próprio problema.
Os homens agradecem.
O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?
quarta-feira, março 16, 2016
sexta-feira, março 11, 2016
Está aí alguém?
Olá pessoas, olá, cá vou andando, com a Graça de Deus, a ver o tempo a passar, cabrão do tempo que não pára, para a semana já é Primavera outra vez, daqui a quinze dias horário de Verão, tudo coisas óptimas não fosse dar-se o caso de ainda ontem ter entrado o Inverno, ou pelo menos parece que foi ontem, bem diziam que o tempo passava cada vez mais depressa com a idade, mas eu não acreditava. Ainda há dois dias estava a torcer-me toda para Migalha Crescida nascer, e já me fez dez anos. E páro, e pergunto-me, como raio é que já tenho uma filha de dez anos, eu sou só uma gaiata, nem sei tomar conta de mim quanto mais dos outros, e da casa, da roupa, da comida, da empregada, do trabalho, quem é que no seu juízo perfeito dá taaaanta responsabilidade a alguém tão irresponsável.
E Migalhas crescem, e crescem, e aprendem, e fazem testes. Migalha Crescida já sabe que de Espanha nem bom vento nem bom casamento, sempre que uma portuguesa se encantou por espanhois, deu merda, já sabe o que foi a ditadura, e o 25 de Abril. Também sabe o que se festeja a 1 de Dezembro. E o que aconteceu em 1143, e em 1385. Já sabe o que é o mínimo denominador comum, mas raramente o usa, faz tudo de cabeça, esta miúda tem uma cabeça que não sei se vos diga se vos conto. Lê todos os dias, antes de adormecer. Bonita e inteligente, auguro-lhe um futuro risonho, assim Deus Nosso Senhor permita que tenha juízo e sorte, e eu a enorme capacidade para lhe ir dizendo que não. Migalha do Meio quer ser cantora. Apesar de continuar a sofrer de apetite agudo, já não quer ser cozinheira, a última coisa com trambelho que a minha avó disse depois do AVC e antes de morrer foi que a Migalhinha queria ser cozinheira. Tem uma enorme dificuldade em focar-se. É capaz de não conseguir decorar os sinais de trânsito, mas descrever pormenorizadamente como se faz uma múmia, e só ouviu a professora a explicar uma vez. Pena que não faça parte da matéria. Com ela tenho que trabalhar mais, ajudá-la a concentrar-se, explicar-lhe quando está a fazer legendas de figuras, em matemática, e reconhece uma régua e uma balança, o outro desenho jamais poderia ser um bolo (era um peso). Tem um coração de ouro, cabe toda a gente deste mundo, e em caso de invasão extra-terrestre, cabem também os dos outros mundos. Vou começar a juntar dinheiro para a mandar estudar em Londres. Se tem jeito para as artes, se quer ser cantora, e bailarinha, e atriz, então que seja das boas. O Sancho continua de se comer, talvez porque a terapia da fala não esteja a surtir um grande efeito, talvez porque continua meigo, alegre e feliz como só ele. Um bocado preguiçoso para trabalhar, o que já se percebe pela pressa que imprime a qualquer desenho ou tarefa da escola, mas vamos ter esperança, afinal sabe o nome dos jogadores todos do campeonato nacional, incluindo os do Arouca. É doido por futebol. E pelo Sporting, se bem que ou ganham o campeonato ou não sei, afinal ele gosta muito do Sporting mas gosta mesmo muito mais é dos que ganham.
Tenho lido blogues, alguns, se bem que tenho pouco tempo para acompanhar enredos, e pouca vontade para escrever. Mas voltei a ler, já vou no sexto livro deste ano, o que é tanto como li nos últimos nove.
Nem sei que mais vos diga, que vos interesse, claro. Bloquearam-me o carro, Amiga de Sempre foi novamente mãe, já uso óculos para ver ao perto, o carrocel não pára e não dá para sair em andamento.
Ou dá. Mas não queremos.
quinta-feira, fevereiro 11, 2016
Para começar uma sopinha de tomate que até já me estou a babar
Hoje vou cozinhar para uma boa parte das minhas pessoas preferidas. Tivesse eu uma casa maior, uma sala maior, uma mesa maior, e ainda! mais cadeiras, e seriam mais um punhadinho delas.
Gosto de cozinhar, que querem. Para mim não é castigo nenhum passar uma boa parte dos dias especiais enfiada na cozinha. Já se for para limpar o pó e mudar lençóis de camas, chamem outra que me dá logo uma quebra no corpo que até as pálpebras me caem.
Estou só aqui com um pequeno stress com o prato principal. Tenho dois patos, e os cabrões dos patos em vez de marrecos são mudos, e diz que marrecos é que é, os mudos têm uma camada adiposa aquém do desejado na culinária, o que me obriga a estar de panela ao lume a ver se os amacio, não vá ter que ver a cara de reprovação dos exigentes homens desta família, que até parece que foram todos criados a estrelas Michelin.
Hoje faço 41 anos, a caminhar para marreca como os patos, que diz que assim é que são mesmo bons, e desde as sete e meia que tenho as panelas ao lume.
Gosto de cozinhar, que querem. Para mim não é castigo nenhum passar uma boa parte dos dias especiais enfiada na cozinha. Já se for para limpar o pó e mudar lençóis de camas, chamem outra que me dá logo uma quebra no corpo que até as pálpebras me caem.
Estou só aqui com um pequeno stress com o prato principal. Tenho dois patos, e os cabrões dos patos em vez de marrecos são mudos, e diz que marrecos é que é, os mudos têm uma camada adiposa aquém do desejado na culinária, o que me obriga a estar de panela ao lume a ver se os amacio, não vá ter que ver a cara de reprovação dos exigentes homens desta família, que até parece que foram todos criados a estrelas Michelin.
Hoje faço 41 anos, a caminhar para marreca como os patos, que diz que assim é que são mesmo bons, e desde as sete e meia que tenho as panelas ao lume.
quarta-feira, fevereiro 10, 2016
quinta-feira, janeiro 14, 2016
Coisas dos blogs que me entram pelos olhos dentro
Que quem tem complexos de inferioridade ou merdas de problemas com as próprias origens, estará sempre dentro do registo ressabiamento mesmo que o assunto seja as laranjas do Algarve.
Que devia ser proibido escrever comentários maiores que os próprios posts, tornam as caixas de comentários tão enfadonhas, que valha.me Deus.
Que continua a existir quem ache que deve explicar o mesmo ponto de vista de dez maneiras diferentes. Porque obviamente quem pensa de outra maneira só pode ser por ainda não ter percebido. Claro.
E por fim digo-vos, prefiro mil vezes, duas mil, cem mil vezes, ser uma adulta muita, mas muita parva, parvinha mesmo daquelas de dar dó, do que ser tão burra como o calcário da calçada portuguesa.
Agora vou ver se ainda consigo comprar bilhetes para aquilo do Marquês que diz que já só há na candonga ou então tenho que me ficar pelo Saldanha.
Que devia ser proibido escrever comentários maiores que os próprios posts, tornam as caixas de comentários tão enfadonhas, que valha.me Deus.
Que continua a existir quem ache que deve explicar o mesmo ponto de vista de dez maneiras diferentes. Porque obviamente quem pensa de outra maneira só pode ser por ainda não ter percebido. Claro.
E por fim digo-vos, prefiro mil vezes, duas mil, cem mil vezes, ser uma adulta muita, mas muita parva, parvinha mesmo daquelas de dar dó, do que ser tão burra como o calcário da calçada portuguesa.
Agora vou ver se ainda consigo comprar bilhetes para aquilo do Marquês que diz que já só há na candonga ou então tenho que me ficar pelo Saldanha.
sexta-feira, janeiro 08, 2016
Valha-me a sexta
Quem me dera que algumas pessoas que trabalham comigo lessem o meu blog. Assim ficariam a saber que quando faço uma questão, confirmo 50% das vezes a veracidade da resposta. Se já me tiverem mentido, passa a 100%. É que assim ficariam com uma ideia muito clara da opinião que tenho do carácter delas.
quinta-feira, janeiro 07, 2016
Ontem foi dia de Reis (já????)
Depois vi as luzes acesas ali para os lados da avenida da Igreja, e ouvi música de Natal no parque de estacionamento do Pingo Doce, e já não me senti tão mal.
terça-feira, janeiro 05, 2016
Então Xaxia, que tal o regresso às rotinas?
Stress e correria de manhã.
Stress e correria à tarde.
Vinho e chocolates.
Tudo normal.
Stress e correria à tarde.
Vinho e chocolates.
Tudo normal.
domingo, janeiro 03, 2016
sábado, janeiro 02, 2016
A minha primeira compra de 2016 foi online
E foi um livro.
Passei o primeiro dia de pijama, com Migalhas, a rebolarmo-nos, esponjarmo-nos, esparramarmo-nos (e outros "mo-nos") nos sofás, interrompendo apenas com incursões à cozinha e à mesa dos doces. Enrolámo-nos em mantas e roupões em frente à lareira, mesmo que em verdade não estivesse nenhum frio, mas não quisemos ver o Tintin. Nem a Maléfica. Nem os Croods. Foi bom porque é tão raro, nenhum outro dia do ano nos permite esta madornice do dia 1 de Janeiro, entalados que andamos em actividades e afazeres.
A árvore de Natal pisca por mais cinco dias, e depois é tempo de arrumar e rumar ao tempo seguinte.
Passei o primeiro dia de pijama, com Migalhas, a rebolarmo-nos, esponjarmo-nos, esparramarmo-nos (e outros "mo-nos") nos sofás, interrompendo apenas com incursões à cozinha e à mesa dos doces. Enrolámo-nos em mantas e roupões em frente à lareira, mesmo que em verdade não estivesse nenhum frio, mas não quisemos ver o Tintin. Nem a Maléfica. Nem os Croods. Foi bom porque é tão raro, nenhum outro dia do ano nos permite esta madornice do dia 1 de Janeiro, entalados que andamos em actividades e afazeres.
A árvore de Natal pisca por mais cinco dias, e depois é tempo de arrumar e rumar ao tempo seguinte.
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