O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?
quarta-feira, dezembro 09, 2015
quinta-feira, dezembro 03, 2015
Tenho esperança nas gerações futuras
Dilma aparece na TV.
Migalha Crescida:
-Quem é essa?
-Uma vigarista.
-Hã? O que é isso?
-Uma aldrabona.
-Como o Sócrates?
Migalha Crescida:
-Quem é essa?
-Uma vigarista.
-Hã? O que é isso?
-Uma aldrabona.
-Como o Sócrates?
quarta-feira, dezembro 02, 2015
segunda-feira, novembro 30, 2015
Depois dos imensos abusos do fim de semana
Aparece no FB um vídeo com exercícios supéééé fáceis para emagrecer e recuperar dos excessos.
Descobri o que é um "burpee".
Fiquei cansada a ver um. Mandava repetir 20 vezes. Acho que preciso de férias.
(Só vi o vídeo...preciso bomba da asma)
Descobri o que é um "burpee".
Fiquei cansada a ver um. Mandava repetir 20 vezes. Acho que preciso de férias.
(Só vi o vídeo...preciso bomba da asma)
terça-feira, novembro 17, 2015
Coisas que me irritam e me tiram anos de vida tooooodos os dias
Montanhas a parir ratos. Demasiadas montanhas a parir ratos.
segunda-feira, novembro 16, 2015
Sou a favor do acolhimento de refugiados, pronto, já disse
A primeira vez que percebi o que era realmente xenofobia, vestíamos de branco por Timor.
No meio de uma conversa com alguém que por força das circunstâncias se tinha tornado próximo, lembro-me de à minha indignação ter respondido com um "sabes que eles não são como nós, não sabes?"
Devo ter arregalado os olhos para lá do razoável, porque ela insistiu. Que a vida para "eles" não tinha o mesmo valor, que estávamos muito ralados como se eles sentissem como nós, mas não, não sentiam.
"Eles", os timorenses, claro.
Aquele discurso, estava muito para lá de tudo o que eu tinha ouvido até esse dia. Aos olhos daquela jovem mulher de 26 anos cheia de sacramentos e pergaminhos, não eram menos cultos, menos inteligentes, menos preparados ou menos capazes, expoente máximo das conversas sobre racismo que eu já tinha vivido até então. Não. Eram mesmo menos pessoas. Não davam o mesmo valor à vida, logo a vida deles valia menos. Estavam ali entre pessoas de segunda, ou animais de primeira, não sei bem, não percebi, não quis perceber mais nada.
Passemos aos refugiados.
Tenho pensado muito no assunto. Mesmo muito. E tenho-me perguntado qual a minha posição.
Em primeiro lugar, deixem-me que diga em minha defesa: aventem-me com uma criança em sofrimento pelos olhos dentro e eu cego. Cego completamente. Multipliquem por centenas de crianças com fome, frio, a morrer nos braços dos pais, ou no fundo do mar. Agora calcem os sapatos daquelas mães e pais, desesperados, também com fome, com frio, que carregam meia dúzia de tarecos debaixo dos braços, mais os filhos, e o medo.
Eu sou a favor do acolhimento aos refugiados. Mesmo hoje, dois dias depois de mais de cem pessoas que podíamos ser nós terem perdido a vida daquela forma bárbara, continuo a ser a favor do acolhimento de refugiados. Mesmo depois de saber que um daqueles psicopatas entrou num desses grupos que foi acolhido, continuo a ser a favor do acolhimento dos refugiados.
Corremos riscos no futuro? Não duvido. Virão mais destes terroristas quase a cheirar ao leite da mãe prontos a rebentar com tudo e todos? Não duvido.
O que duvido, é que seja aceitável não salvar a vida de quem nos pede socorro e nos está a morrer às portas de casa, como se falassemos quase de um homicídio em legítima defesa.
Se tivessemos que fazer um balanço, tão cruel quanto pode ser pensar nas pessoas como números, entre o número de vidas que se perdem a tentar fugir da guerra, a tentar entrar na Europa, e o número de vítimas que serão alvo de atentados levados a cabo por quem entra infiltrado, parece-me óbvio para onde penderia o prato da balança.
Porque as vidas valem todas o mesmo. A menos que a vida de ocidentais cristãos tenha um qualquer coeficiente multiplicativo de valorização que desconheço, as vidas valem todas o mesmo.
Que haja regras. Claro. Que haja controlo, que em caso de suspeita não se hesite, como é óbvio. Que não atiremos para debaixo do tapete os nossos valores, sem dúvida. Mas não tenhamos ilusões. As famílias sírias não vão passar a ir à missa ao domingo como forma de agradecimento pela nossa imeeeeensa generosidade, nem vão comer entrecosto com ameijoas, nem vão banhar-se de biquini em Carcavelos. Vão continuar a manter a sua cultura e a sua identidade, talvez até com mais fervor, já que é tudo o que lhes resta do que foi a sua vida e o seu passado.
Se não tenho medo?
Tenho medo. Muito medo.
Mas tenho mais medo de me sentir cumplice da morte de milhares de pessoas.
No meio de uma conversa com alguém que por força das circunstâncias se tinha tornado próximo, lembro-me de à minha indignação ter respondido com um "sabes que eles não são como nós, não sabes?"
Devo ter arregalado os olhos para lá do razoável, porque ela insistiu. Que a vida para "eles" não tinha o mesmo valor, que estávamos muito ralados como se eles sentissem como nós, mas não, não sentiam.
"Eles", os timorenses, claro.
Aquele discurso, estava muito para lá de tudo o que eu tinha ouvido até esse dia. Aos olhos daquela jovem mulher de 26 anos cheia de sacramentos e pergaminhos, não eram menos cultos, menos inteligentes, menos preparados ou menos capazes, expoente máximo das conversas sobre racismo que eu já tinha vivido até então. Não. Eram mesmo menos pessoas. Não davam o mesmo valor à vida, logo a vida deles valia menos. Estavam ali entre pessoas de segunda, ou animais de primeira, não sei bem, não percebi, não quis perceber mais nada.
Passemos aos refugiados.
Tenho pensado muito no assunto. Mesmo muito. E tenho-me perguntado qual a minha posição.
Em primeiro lugar, deixem-me que diga em minha defesa: aventem-me com uma criança em sofrimento pelos olhos dentro e eu cego. Cego completamente. Multipliquem por centenas de crianças com fome, frio, a morrer nos braços dos pais, ou no fundo do mar. Agora calcem os sapatos daquelas mães e pais, desesperados, também com fome, com frio, que carregam meia dúzia de tarecos debaixo dos braços, mais os filhos, e o medo.
Eu sou a favor do acolhimento aos refugiados. Mesmo hoje, dois dias depois de mais de cem pessoas que podíamos ser nós terem perdido a vida daquela forma bárbara, continuo a ser a favor do acolhimento de refugiados. Mesmo depois de saber que um daqueles psicopatas entrou num desses grupos que foi acolhido, continuo a ser a favor do acolhimento dos refugiados.
Corremos riscos no futuro? Não duvido. Virão mais destes terroristas quase a cheirar ao leite da mãe prontos a rebentar com tudo e todos? Não duvido.
O que duvido, é que seja aceitável não salvar a vida de quem nos pede socorro e nos está a morrer às portas de casa, como se falassemos quase de um homicídio em legítima defesa.
Se tivessemos que fazer um balanço, tão cruel quanto pode ser pensar nas pessoas como números, entre o número de vidas que se perdem a tentar fugir da guerra, a tentar entrar na Europa, e o número de vítimas que serão alvo de atentados levados a cabo por quem entra infiltrado, parece-me óbvio para onde penderia o prato da balança.
Porque as vidas valem todas o mesmo. A menos que a vida de ocidentais cristãos tenha um qualquer coeficiente multiplicativo de valorização que desconheço, as vidas valem todas o mesmo.
Que haja regras. Claro. Que haja controlo, que em caso de suspeita não se hesite, como é óbvio. Que não atiremos para debaixo do tapete os nossos valores, sem dúvida. Mas não tenhamos ilusões. As famílias sírias não vão passar a ir à missa ao domingo como forma de agradecimento pela nossa imeeeeensa generosidade, nem vão comer entrecosto com ameijoas, nem vão banhar-se de biquini em Carcavelos. Vão continuar a manter a sua cultura e a sua identidade, talvez até com mais fervor, já que é tudo o que lhes resta do que foi a sua vida e o seu passado.
Se não tenho medo?
Tenho medo. Muito medo.
Mas tenho mais medo de me sentir cumplice da morte de milhares de pessoas.
terça-feira, novembro 10, 2015
Já ganhei o dia apesar de tudo
Ouvi o Medina Carreira a referir-se ao bloco como "o bloco são aquelas 4 moças".
sábado, novembro 07, 2015
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