O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?

quinta-feira, novembro 14, 2013

Os dele, os dela e o deles?

Amiga, depois de um divórcio algo precipitado, está finalmente a refazer a vidinha, que é como quem diz, tem um novo namorado, está apaixonada.
Com os filhos de um e de outro, somam quatro criancinhas, que em plena fase de adaptação a esta nova "família", dão um trabalhão.
Mas amiga, que eu considero pessoa inteligente, esclarecida, emocionalmente estável, resolveu que o que precisa mesmo é de ter um bebé.
E sabem porquê?
Porque um bebé lhe dará outro estatuto, outra segurança. A tornará mais legítima na competição com a ex-mulher que tem esse papel soberano de "mãe das filhas".
A sério, como é que as mulheres ainda continuam a achar que um bebé prende alguém...
Perguntei-lhe se os dois filhos tinham impedido o marido de se separar. E se as duas filhas do namorado, o tinham impedido de despachar a mulher.
A insegurança é realmente uma coisa tramada, e muito, mas mesmo muito, má conselheira.
Venha lá esse bebé, mas com outra motivação que não essa.
Pelas roupinhas, por exemplo.

9 comentários:

  1. Já perdi a conta às vezes que vi esse filme e a minha opinião não é diferente da tua. Se for por esse motivo, vai ter uma desilusão e não vale a pena escrever um comentário enorme a detalhar os porquês. Que venha e que tenha saúde, que "roube" o coração da mãe e que tudo corra da melhor forma,que sejam feizes e que consigam constituir uma família bonita. Agora como cola-tudo, como estabilizador de relações, nááá....

    Bj

    ResponderEliminar
  2. Há uns anos conheci uma rapariga que se envolveu com um rapaz com casamento marcado para daí a uns meses. Desse envolvimento surgiu uma gravidez (planeada apenas por ela, que o dizia a toda a gente). A noiva do rapaz já não quis casar. Ele disse que assumia a criança, mas que não casava, porque não gostava dela. Ainda assim ela insistia que deviam casar, nem que se divorciassem logo a seguir. Por uma questão de estatuto! É que a sociedade discrimina as mães solteiras mas não o faz em relação às mães divorciadas, antes pelo contrário, quase as promove a heroínas. A verdade é que uma ano depois do nascimento da bebé acabaram por casar ( e batizar a bebé na mesma cerimónia, deviam querer a benção de deus para uma relação moribunda, uma espécie de extrema unção). Eles há cabeças muito complicadas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. São tantas as historias, tantas. Também tive uma amiga que fez isso. Achou que um bebé iria fazer o namorado estar mais com ela, casar. E casaram. Durou 8 meses.

      Eliminar
    2. Mas esta já sabia que se ia divorciar, mas queria à força toda gozar do "estatuto superior" de divorciada.

      Eliminar
    3. Talvez tivesse esperança... Ou também exigiu um tempo mínimo de casamento?

      Eliminar
  3. Infelizmente ainda é algo que as pessoas pensam muito. Tive uma amiga que engravidou por "acidente" e na altura estava separada do namorado. Disse que só tinha o bebé se o namorado voltasse para ela, eles voltaram mas ela acabou por fazer um aborto.

    ResponderEliminar

Comenta, não pagas nada e eu fico toda contente