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domingo, junho 22, 2014

A sociedade em geral e eu em particular

Ontem dei uma palmada (duas, vá) a Migalha Crescida, em público.
Caramba...Não me lembrava de sentir os olhares reprovadores das pessoas desta forma desde que fumei uns cigarritos grávida.

38 comentários:

  1. Xaxia, se eu visse tinha ido dar-te um abraço solidário...

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    1. E se visses o que ela fez então...Acho que me davas dois abraços solidários!

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    2. Sim...dois abraços solidários para ti... Amanhã vou de propósito ao continente com o meu para lhe dar uma palmada em público. Estou mesmo solidária

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  2. Xaxia, às vezes é preciso uma boa palmada.
    Raios partam os fundamentalistas.

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    1. Parece que não se distingue entre uma palmada no rabo e uma tareia de cinto...Raiozaspartam mesmo!

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  3. E depois? Quem é a mãe? Tu ou os donos desses olhares?

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    1. Sou eu, óbvio, mas chega a ser assustador. Contava esta história à mãe de uma amiguinha delas, e ela devolveu-me a histório de um amigo dela que tinha dado uma palmada no filho num local público, e alguém tinha feito uma participação à polícia...Me-do!

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  4. É dizer aos curiosos que de onde essas vieram há mais, perguntar se querem que isto a partilha é coisa de valor. Não há pachorra.
    (um dedo indicador espetado mesmo no meio do queixo substitui uma palmada com um elevado grau de eficácia, sendo que as pessoas não dão por ela...funciona melhor com um tom de voz bastante ameaçador)

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    1. Desconfio que o dedo espetado valeria tanto como a palmada, que até pode ser nada, mas perante o que ela fez, saíram-me duas palmadas, e cá com uma vontade, caraças!

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    2. O dedo espeta no meio do queixo, aquilo dói à séria, mais que uma palmada. É não desatar a rir enquanto os vemos em biquinhos de pés, pescocinho a esticar...
      (isto é graça, quando uma pessoa chega a este ponto já está desnorteada, não há a mínima vontade de rir. Mas que funciona, funciona..)

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    3. Ó Picante, onde andavas tu quando espetei o dedo nas narinas? Hein? :D:D:D

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  5. As crianças fazem perder a paciência às mamys que querem o tempo todas para elas andarem na net e não querem perder um minuto a aturar os filhos, essa é que é a verdade e depois arreiam nos filhos.
    Para mim estou mais convencida que quem precisava de umas valentes chapadas eras tu e não a criança, mas como tu mães desnaturadas sem tempo para os filhos estão todas as desocupadas da bloga.
    Velhacas, andam na boa vai ela da net e quem sofre a levar porrada são os filhos, e a culpa é de deus que não dvia dar filhos a incompetentes destas.
    Fui...

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    1. Mas quando é que o mundo vai parar de achar que as crianças não merecem levar umas palmadas de vez em quando? "Ah, porque quando tu fores velhinho são eles que te vão bater..." Desde quando é que isso é verdade? Fico parva quando vejo estes fundamentalistas que ficam agoniados se sabem de alguém que tenha dada uma palmada... Meus amigos, eu levei MUITAS mas MUUUITAS da minha mãe. E sabem porquê? Porque era estúpida. Eu, não a minha mãe. Era uma criança que, sinceramente, até a mim me daria vontade de bater. E sabem outra? Já não sou (tão) estúpida. É por culpa dos pais que os miudos agora são o que são: mal educados, sem respeito nenhum, com a mania que são os maiores da aldeia.

      Enfim. Desabafo de uma miúda que levou umas valentes e... pasme-se quem puder: NÃO ME APETECE BATER NA MINHA MÃE!!! Yey :)

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    2. Ó Sra. Dª Anónima do Fui...,
      Como também a anónima anda por aqui, parece-me que também precisava de umas valentes chapadas....
      Grande croma..
      Sílvia V.

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    3. Anónima do "Fui", volte sempre, quando precisar de desabafar já sabe, tem aqui um cantinho, sempre pode vir desabafar sobre os problemas que os seus 27 gatos e cinco cães lhe dão.

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    4. Desabafar, desabafar, até minerva anônima!

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    5. Eu cá concordo com a "anónima do Fui". Toda a gente sabe que antes de haver internet nunca nenhuma mãe deu uma palmada merecida a um filho. A internet é que veio estragar tudo. Por mim acabava-se a internet já!

      (.....suspiro....)

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  6. Ahahah!!! Sua horrorosa!!! "espancadora de criancinhas indefesas". Pegando no que a Picante disse, em plena HM a minha prima fez isso, ao filho com 3 quase 4 anos, dedo bem apontado em direcçao à cara, voz ameaçadora e diz "não voltas a fazer isso", uma besta (que não tem outro nome) que não viu porcaria nenhuma chama a atenção da minha prima e tem o desplante de dizer "esta gente não deveria ter filhos, tantos que querem e não podem e estes a maltratarem e a baterem nos filhos"... Enfim... Agora todos se acham os reis da moralidade e dos bons costumes e sentem-se no direito de opinar e serem defensores de causas alheias

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    1. Essa conversa do "tantos a tentarem ter filhos e os que têm rebébeu pardais ao ninho..." é demadiado idiota...
      Já me aconteceu sentir-me incomodada por pais que gritam com os filhos, ou lhes dão um abanão ou uma palmada, mas tento sempre pensar que devem ter uma boa razão para o fazerem em público, e que tantas vezes devem pensar o mesmo de mim...

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  7. Maria (ainda não sou a NM)segunda-feira, 23 junho, 2014

    Eu acho que uma boa palmada no momento certo evita grandes chatices posteriormente.
    E quem estiver dentro dos assuntos da psicologia sabe que nem os psicólogos são contra uma chapada educativa - são contra o espancamento. Parecendo que não, é bem diferente.

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    1. Tenho uma grande amiga psicóloga, das boas, conhecida e reconhecida, trabalha com crianças e famílias e já a vi dar cada palmada aos filhos, que não vos digo nem vos conto.
      E não é que eles até merecem?

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  8. "andam na boa vai ela da net e quem sofre a levar porrada são os filhos"...Ó mãeeeeeee, em 1976 tinhas net?!

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    1. Ahahahahahahahahahahahahahahahahahah
      A minha também devia ter! E iphone, para estar sempre ligada!
      Ahahahahahahhahaha

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    2. Lemos com cada coisa...não hei-de eu escudar-me do humor para relativizar estas coisas...

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  9. então se a migalha crescida merecia, acho bem.
    o que não acho tão bem é haver por aí tanta gente que tem sempre tendência a julgar precipitadamente os outros. nem sempre um pai que dá umas palmadas é um monstro, assim como nem sempre um filho quietinho tenha que ser um santo. cada um sabe de si e dos seus.

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    1. Há uma enorme tendencia para que todos metam o nariz em tudo, o que se em alguns casos traz vantagens, noutros pode ser quase perigoso. Somos todos advogados de defesa de alguém ou alguma coisa...

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  10. Gemea xaxia, separada pelo destino, so pode...

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    1. Dinada...És tu...? Procuro-te há trinta anos!

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    2. Sou (a parte de nos separarem 20 anos é absoooolutamente irrelevante :D )
      Fumei nas três gravidezes (muito pouco, mas sim, fumei e sim é errado e sim não consegui não fumar e sim em público e, sim....forca comigo) e, todos três levaram palmadas (atenção: palmadas não são "chapadas", como vi ali p'racima a analogia, pá) e "só se perderam as que caíram no chão", lá dizia o meu avô Tristão ( e não, não foi p'ra uma rima parva, o meu avô chamava-se mesmo Tristão ) que, as crianças, de pequeninas, percebem muito bem um dedo espetado no nariz e voz ameaçadora e uma palmada no rabo quando pisam a linha.
      Regras, senhores, regras. Porque HÁ QUEM MANDA E HÁ QUEM OBEDECE TEMOS PENA, coisas duma hierarquia familiar que deverão respeitar, saberão sempre, por toda a vida que quem lhes quis o maior bem quis que aprendessem que há limites que não se podem ultrapassar. Com a família e na vida futura. Que o respeito é para manter, desde que recíproco, e que os mais velhos ganham, paciência.
      Eu já só tenho um rapaz menor, de 14 anitos. Os outros cresceram, são adultos. E, ainda assim, respeitam a mãe como se todos fossem pequeninos. E, aceitem isto, amam-me à mesma, como mãe e nunca como uma outra "amiga" que não sou. Sou sim, e sempre, a MÃE PRESENTE. O que é muiiiito diferentre, em parecendo outra coisa.

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    3. Deixei de fumar na segunda, porque enjoei. Enjoei tanto, que nunca mais fumei, já lá vão 7 anos. Na primeira gravidez fumava uns três cigarros por dia, mas o que me dava mais prazer era fumar depois de almoço sentada na mesa de um café.
      Desisti, e comecei a fumar às escondidas (óbvio que não defendo que as grávidas fumem, mas não consegui evitar).
      Também acho que há regras, e não quero ser a melhor amiga das minhas filhas...Só a mãe.

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  11. Todas as mães modernas sabem que as palmadas são anti-pedagógicas, tal como qualquer elevação do tom de voz ou recriminação em geral. Estas atitudes primitivas não só prejudicam o bom desenvolvimento da criança como lhe causam o atrofiamento das células cerebrais.

    Pedagógico e actual é deixá-las fazer tudo o que entendem e incentivá-las para que se exprimam livremente, seja com os pais, com os os professores ou com a sociedade em geral. Em suma, deverão fazer o que lhes der na gana.

    Quando as mães modernas chegarem à fase de ser mães de adolescentes, poderemos voltar a falar deste assunto.

    Nessa altura, quando os meninos se mostrarem "perdidos", sem valores morais ou se se tornarem autênticas bestas, a culpa há-de ser da sociedade que não os compreende. É continuar a tratá-los como meninos de porcelana e rapidamente terão pequenos ditadores. Digo eu.

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    1. Vamos pagar caro a criação desta geração que não sabe desiludir-se nem lidar com a frustação. É o quero, aqui e agora, e porque sim. Vamos passar um mau bocado como pais, mas sobretudo vamos passar um mau bocado como cidadãos.

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    2. A mim irrita-me um bocado que estejamos tão presos a pseudo-estudos e a pseudo-verdades que já foram desmitificadas. Quem ainda acredita nisso está simplesmente fora de todo o contexto e conhecimento cientifico.

      Há lá coisa melhor que um "não" na vida para os fazer crescer??
      O pior de tudo é, por exemplo, haver pessoas como a minha mãe (que me deu valentes palmadas que, por norma, eram merecidas e fizeram de mim quem sou, que me mandou "nãos" à cara até dizer chega) e hoje me vem dizer que eu não devo usar a palavra "não" com o meu filho porque isso o vai deixar frustrado, angustiado e deprimido. (sim ela fez um dos workshps da felicidade e patati patata dado por quem nem sequer competências têm para os dar)

      Pois para mim (e dentro dos meus conhecimentos) o "não" ainda é a melhor forma de o fazer crescer, aprender a lidar com as contrariedades e com a frustração.

      Mimo e amor são necessários e, no meu entender, são tão importantes como o "não". De tudo um pouco, com equilibrio. Verdade é que, para já, não acho que me esteja a dar mal com a educação dele, bem pelo contrário. Se para isso tiver que levar com a reprovação dos outros...paciência. Melhor isso do que daqui a uns anos ele ser o "actor principal" nos noticiários por matar os pais ou os avós por estes o contrariarem (como há dias um que matou os avós porque, pela primeira vez, se recusaram a dar-lhe dinheiro).

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  12. "Todas as mães modernas sabem que as palmadas são anti-pedagógicas, tal como qualquer elevação do tom de voz ou recriminação em geral. Estas atitudes primitivas não só prejudicam o bom desenvolvimento da criança como lhe causam o atrofiamento das células cerebrais."

    Há momentos em que sou feliz por não ser moderna. Pronto, desculpem qualquer coisinha, sim?

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    1. Às vezes, mas só às vezes, também me apetecia ficar "parada no tempo".

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    2. É exactamente o que penso. Infelizmente lido de perto com um jovem que nunca ouviu um não, muito menos recebeu um merecido "abana-moscas" na altura certa.Sempre lhe disseram que era o maior. E hoje? É altamente influenciável, fraco, preguiçoso e como disse a Xaxia, incapaz de lidar com as próprias frustações. Coincidência? Azar? Não me parece.

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  13. Temos tudo facilitado porque assim que algo correr mal podemos culpar os jogos de consola mais violentos ou o Marilyn Manson...Oops isso era há uns anos, agora temos o Bieber, a Rhianna e a Cyrus...

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  14. Estamos a criar uma sociedade de pequenos ditadores e isso sim é assustador. Vamos ter uma geração de adultos que não sabe o que é ouvir um não, que não sabe que há limites, e não me venham com a treta de "eles quando crescerem aprendem" porque a educação trabalha-se desde o berço não é depois de anos e anos de viverem num pedestal que os vamos conseguir trazer de volta à realidade.

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