O maravilhoso header é cortesia da Palmier Encoberto. Quem mais?

sábado, fevereiro 28, 2015

Factos

Sou muito melhor com pensamentos, que com palavras, muitos melhor com ideias que com acções.

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Que fada do lar me saíste Xaxia

Resolvi limpar o filtro da máquina da roupa. Diz que de vez em quando se deve. 3 moedas e um gancho do cabelo era o espólio guardado pela bicha.
Até aqui tudo bem.
Hoje, resolvi aproveitar a manhã em casa para fazer uma máquina de roupa.
Detergente, gira o botão, prime o start e já está.
Parece que deixei o tampão do filtro mal colocado, ou mal apertado, e a água mal entrava saía para o chão.
Felizmente a vizinha do quinto andar estava atenta, ainda que não lhe tenha podido valer muito, nem à roupa estendida. Aquilo era tanta água que tive mesmo que deixar escorrer, não havia toalhas ou esfregona que me valessem.
Quem te manda a ti sapateiro...

Um gosto especial

Mais do que o "gostaría-mos", ou o "possa-mos", mais que o "amandar", mais que as "beijokinhas", que a "equipe", que a "porrada", a minha preferida é o "gostão".

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Amanhã já é quinta feira e isso de uma forma geral é melhor que ser segunda

O despertador toca.
Dou-me ao luxo de um, dois toques no snooze. Ao primeiro, reencontro o sono. Ao segundo, é quando o mundo se me afigura. As horas, o que me espera no emprego, em que ponto deixei a minha vida antes de adormecer. É a tomada de consciência do ponto de partida para mais um dia.
Invariavelmente animo-me se estiver mais perto do fim de semana do que de segunda feira, lembro-me que preciso de férias, sonho com um euromilhões que me viesse salvar ao despertador, ao frio das manhãs cedo, ao trânsito das horas de ponta. Se por qualquer passe de mágica tiver alguma coisa mesmo desafiante ou diferente ou estimulante guardada no trabalho, sou capaz de me animar mais um bocadinho, mas até esse entusiasmo dos momentos importantes da vida profissional, se torna mais cansativo que motivante. Demasiada pressão, cada vez menos tolerância ao erro. Canseira.
Se me quiser deprimir verdadeiramente, foco-me no facto de faltarem pelo menos vinte anos para poder sequer pensar em reforma, e afundo-me na ideia de não aguentar esta merda por mais vinte anos. Parecendo que não uma pessoa já tem quarenta anos, um monte de alergias e uma dor na anca que não larga. Razão têm os patrões para não quererem velhos, espero que daqui a dez anos também me torçam o nariz e não me queiram, talvez me arranjem uma bonita prateleira onde possa ficar a fazer tempo para a reforma, longe de objectivos inalcançaveis, e de chefias hipermotivadas e donas da verdade em particular e do mundo no geral, (onde é que já vi isto), se não querem pagar prémios mais vale dizer logo, agora cenouras e palmadinhas nas costas, obrigada, mas sinto que começo a ter a minha dose.
Claro que de repente posso ser promovida, e não vou precisar de snooze durante bastante tempo, que esta cena do estímulo positivo até acorda mortos, mas até lá, quando me deito, faço sempre as contas a quantas horas vou dormir, e menos que sete é dia de telha na certa.


terça-feira, fevereiro 24, 2015

Mother issues

Vocês perguntam-se curiosos, então Xaxia, conta lá, há alguma coisa em que sejas mesmo boa? Tipo barra, um ás, fera, muito melhor que a média, top?
Há. Sou óptima a discutir.
A minha capacidade de argumentação, aliada à perspicácia de pegar nas pontas soltas ainda que presas na minha memória, ao mesmo tempo que espeto verdadeiras farpas que parecem rajadas de metralhadora,  é, digo-vos, digna de registo. Capaz de arrumar qualquer um por muito que se julgue armado de razões.
E Xaxia, há alguma coisa em que sejas mesmo má? Tipo um ganda flop?
Também há. Sou péssima a manter a boquinha fechada, especialmente perante os casos em que simplesmente não vale a pena.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Paixoneta

Migalha do Meio chegou hoje a casa muito entusiasmada, para não dizer ligeiramente histérica, a pedir ajuda à irmã, e depois ao pai,  para escrever uma carta de amooooor.
Parece que Migalha está apaixonada (de novo), o que tendo em conta o rol de paixonetas no infantário, e já com cinco meses de escola nova, estava a tardar.
A carta, que é a segunda que endereça ao mesmo menino, promete uma pastilha elástica como prova do "amor só como amigo", terminando com um "love you".
Já lhe expliquei que talvez fosse bom esperar pela resposta à outra carta, que fizesse por saber se ele também gosta dela, que não ande só lá de volta dele a oferecer-lhe "amor só como amigo", sem vislumbre de ser correspondida.
Talvez eu, previdente até à medula, não seja a pessoa ideal para dar conselhos a esta Migalha de peito aberto e coração acelerado. Eu, que sempre procurei certezas e garantias antes sequer de mostrar os incisivos a alguém, espanto-me com esta espontaneidade e com este entusiasmo que ela põe em tudo. Diria mesmo, que se de eu dar um primeiro passo dependesse a continuidade da espécie, estaríamos em vias de extinção.
Mas com esta minha filha é sempre tudo muito. Canta alto, ri alto, chora alto, grita,  nunca há meio termo, é sempre tudo ou nada.
Sei que só tem seis anos, mas percebo bem a diferença entre ela e a mãezinha dela com seis, dezasseis ou vinte seis, e temo que só um ou dois desgostos lhe tragam sensatez e ponderação para estas coisas do amooooooor.
Por agora é aguardar pela resposta, ou quem sabe por uma pastilha de morango, que ela não gosta de mentol.

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Apertadinhos

Quando comprámos esta casa, éramos só dois e um bebé a caminho. Três quartos. Um para nós, um para a bebé, e um escritório.
Fixe.
O nosso quarto de tamanho razoável, os outros dois...ná...nem por isso. Mas chegavam e sobravam. Para nós e um bebé.
Depois chegou nova Migalha, outra menina. Ah e tal, vai para o quarto da irmã, depois quando estiverem na idade de precisarem de mais espaço/independencia/portas fechadas, desmontamos o escritório e fazemos um quarto para cada uma.
Sem que nada o fizesse prever (além do facto de se fazer o amor nesta casa) , engravido novamente. Ultrapassado o choque/estupefacção/negação/medo, deitei mãos à obra e desmachei o escritório para fazer um quarto de rapaz.
Ficámos em modo lotação esgotada.
Bom, a verdade é que Migalhas não param de crescer, as roupas delas não param de aumentar (em número e em tamanho), e não podendo dar o espaço que elas começam a precisar, tento pelo menos garantir-lhes um sítio para fazerem os trabalhos de casa, tipo ao mesmo tempo, e preciso desesperadamente de gavetas para arrumar e separar a roupa de cada uma, já que hoje é tudo um bocado ao calhas e tudo ao molho e fé em Deus (ainda por cima vestem o mesmo número).
E portanto meço o quarto delas, de trás para a frente, e da frente para trás, e vejo o catálogo do/da Ikea uma infinidade de vezes, e estão sempre a faltar-me uma porra de meia dúzia de centimetros, mas que fazem a diferença, a menos que queira barrar a passagem para a varanda, ou impedir a porta de fechar.
Bom, parece que finalmente descobri uma solução, que não sendo perfeita, cabe ali até não sobrar nem mais um milimetro (sim, não sobra para as casinhas, nem para as bonecas, nem para se sentarem no chão a brincar, para nada).
Agora só falta ir buscar o que escolhi, alancar com tudo e montar.
Digo-vos, se não é a isto que se chama meter o Rossio na Bestega, não sei o que será.
O próximo passo cá em casa:  entra mais uma cadeira e tem que sair um de nós.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Da net vem à net volta

Migalha Pequeno sobre o jogo do Pou que alguém apagou do meu telefone:
-Mãe, o Pou desapaleceu! Não 'tá no tufone. Che caiar foi pala a inténet, vai lá buscai-o.